sexta-feira, 3 de maio de 2013

Escassez, Comunhão e Cavadores de Poço...




"Ajunta o povo e lhe darei água. Entoai-lhe cânticos, brota, ó poço" (Números 21:16,17)






Ó, Deus a terra está seca! 
Os poços estão se secando... quantos sedentos!
Lá no deserto, enquanto o povo caminhava, havia secura, mas se fosse só a seca, a ausência de H2O, mas era uma seca muito maior e mais agravante. Um povo rebelde, desobediente, intransigente, inconsequente. Não era só falta de água...mas até os poços tinham se fechado, a ponto de não ter nem como mandar apenas a água. Era preciso reabrir os poços, o que é ainda pior. Quando os poços se fecham assim, só um milagre mesmo.
Deus não mandou Moisés, apontar, bater, ou jogar a vara, não tinha reservatório... onde a água seria derramada? Ele não disse para Moisés fazer, porque era uma ação solitária. Até porque eu imagino o quanto Moisés tinha que trabalhar por quele povo...
Deus disse para ele: Ajunta o povo! O povo precisava participar e não só ficar ali recebendo... Eles precisavam tomar uma atitude e esta atitude era: fiquem juntos. A ordem não foi para cantarem, ou declararem, ou orarem, mas se juntarem.
O texto diz que eles se juntaram e, só depois cantaram. Cantar foi uma atitude que partiu deles: Brota, ó poço! Eles não disseram brota água, mas brota, poço! E à medida que cantavam, o poço, o buraco fechado foi se abrindo... você pode imaginar a cena? A comunhão com louvor, com palavra profética foi o instrumento para cavar o poço de onde jorraria a água... que isso! Não foram mãos segurando enxadas, não. Não foi algo material, nem um esforço individual.
Sim, agora eles precisavam se juntar, e juntos então cantaram.
Um só é pouco demais. Tudo com Deus tem que ter no mínimo dois. Então, milagres acontecem.
A impressão que eu tenho é de que eles resistiram para começar a fazer a coisa certa quando receberam aquela ordem de Deus pela boca de Moisés. Eles estavam acostumados a receberem tudo de mão beijada, como se diz por ai...
Os dias estão difíceis, queridos, não podemos continuar como se nada estivesse acontecendo. Precisamos começar e perseverar em fazer a coisa do modo certo, do modo de Deus!
A seca é algo muito triste, por isso que o deserto é um lugar difícil de se viver.
Parece que cada dia fica mais desafiador viver, não é mesmo? Ainda mais num tempo em que as pessoas estão se isolando, porque não se toleram: na família, na igreja, na escola, no trabalho... o amor está se esfriando de quase todos. Penso que isso é que tem gerado tanta enfermidade espiritual, da alma e do corpo. Quantos doentes!
Talvez, seja por isso, também, que Deus tem permitido provas entre nós!
Nunca nos esqueçamos que temos que estar firmados e bem alicerçados na palavra de Deus, para que sejamos dessedentados e para que outros bebam desta água por nosso intermédio.
Sozinhos e da nossa maneira, não vamos conseguir abrir os poços para que a água jorre, mas em unidade, tudo o que intentarmos fazer não haverá restrições. Por que que parece que só o mau e os que projetam coisas más têm se alimentado desta verdade, é a impressão que dá...assim como aquele povo lá no episódio de Babel?
Então, nos juntemos como um só corpo, parece que assim, bem juntinhos, as coisas ficam mais fáceis...
Vamos começar a CAVAR POÇOS!
Essa é a receita de Deus: a unidade, a comunhão, lugar onde Deus ordena a benção e a vida para sempre.
Assim, a vida fica bem mais fácil. Assim é certa a vitória!

Graça e paz, amados!



Denise Malafaia Cerqueira

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