quinta-feira, 27 de março de 2014

Até parece brincadeira!


                             
                                     “Não pode fazer ali nenhum milagre...” (Marcos 6:5)




















Deus tem me dado o privilégio de contemplar muitos milagres. Alguns na mesma hora. Outros, no entanto, depois de muitos dias, meses e até anos.
Fico maravilhada, na verdade, com as pequenas coisas que Deus faz na minha vida, para mim verdadeiros milagres.
Certa vez eu li certa escritora cristã, que escrevia em revistas para crianças da EBD, dizer que não incomodava Jesus com coisas pequenas, como uma dor de cabeça, por exemplo. Quando li este artigo, pensei: Até parece brincadeira!
Nunca guardei essa palavra no meu coração, porque não concordo com ela, antes guardo o que o Senhor disse: “Não andeis ansiosos por coisa alguma, antes todas as vossa petições sejam conhecidas diante do Senhor com súplicas e ações de graças.” (Filipenses 4:6)
Imagine se vou deixar que uma dor de cabeça fique me incomodando. Imagine se vou ficar gastando dinheiro para comprar um analgésico que é paliativo e, que com o uso excessivo, pode trazer outros males na minha saúde no futuro. 
A palavra diz que “todas as minhas petições sejam conhecidas pelo Senhor...” Todas, são todas, e não exclui nenhuma. Logo, vou sim, pedir ao Senhor que faça na minha vida, sempre, milagres, pequenos ou grandes. Se eu tiver uma dor de cabeça constante, vou até procurar um médico para ver o que está acontecendo, mas até que eu chegue ao médico, vou apresentar minha petição de cura ao Senhor. Crendo que Ele é poderoso para fazer muito mais do que apenas fazer passar aquela dorzinha de cabeça, mas curar-me do mal na sua raiz. Depois que for ao médico, vou continuar dependendo do Senhor, ainda que Ele use a medicina pra fazer isso.
Eu não quero saber, quero buscar o Deus Eterno, e depender dele para tudo, seja para uma dor de cabeça, supostamente algo fácil, pra Ele fazer; seja para algo que se pensa impossível... quero viver sempre uma vida de milagre.
Ah, como fico chateada comigo quando não o busco pra tudo!
No texto que colocamos acima, fala que Jesus “não pode fazer nenhum milagre na sua terra”, em Nazaré, onde voltara depois de ter saído e viajado pelas redondezas, para começar seu ministério. O texto continua:  “..senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes às mãos.” Não fez nenhum milagres, mas fez alguns, como podemos entender isto? Aonde quer que Jesus chegasse, inúmeros milagres aconteciam. 
Então me recordei o que o profeta Isaías 700 anos antes registrou acerca do como seria o ministério de Jesus: “...o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor, a consolar os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de espírito angustiado...” (Isaías 61:1,2,3)
O que Jesus queria fazer ali na cidade onde fora criado era exatamente o que viera fazer em toda a Terra, obra completa, mas ele não pode. Há em Jesus alguma limitação de poder, principalmente quando ele promete fazê-lo? O problema não estava em Jesus, é claro. Quando não cremos estamos declarando que ele não pode a nossa incredulidade impede o agir do Senhor.
Embora houvesse toda uma exclamação na boca e nos olhos do povo de Nazaré, eles só ficaram na admiração, na verdade eles ficaram foi escandalizados. Admirado não é o mesmo que maravilhado. Eles ficaram com aquele sorriso amarelo no canto da boca, aquela cara de desconfiados. Perderam a oportunidade de ficarem como tantos e tantos outros em muitos outros lugares, maravilhados. Como resultado, da incredulidade, perderam a benção. O resto foi dúvida. Sabe aquele cara de nariz torcido? Eles apenas confirmaram o ditado que havia naqueles dias a respeito dos nazarenos: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” Eu imagino, que eles, na verdade, tinham era aquele espírito de inferioridade decorrente do que diziam sobre eles.
Outro detalhe que me chamou a atenção foi o fato de ser mencionado, que os poucos milagres feitos, foram por imposição de mãos. Jesus tinha que tocar-lhes para que eles acreditassem.
Os textos nos evangelhos mencionam Jesus usando vários recursos, principalmente a palavra para realizar milagres. Veja este: “Chegada à tarde, trouxeram-lhes muitos endemoninhados; e ele, meramente com a palavra, expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes;” (Mateus 8:16) Meramente, quer dizer, de modo tão simples, sem ser de modo espetacular. Parece-me que Jesus não chegou próximo a eles, mas efetuou milagres à distância, não os tocando. Sabe por quê? Porque “Deus não é Deus apenas de perto, mas também de longe...” como diz o profeta, (contrariando a letra de um cântico tão cantado em nosso meio, que contraria a verdade escrita). Será que há mais poder em Deus, ou o nosso relacionamento será mais fácil e maior, tendo apenas a impressão de que ele está perto, como quando alguém tentou justificar a letra desse cântico? Quantos desconfiam de Deus, pelo fato, de pensar na sua distância, mas a palavra garante, que Ele faz de perto ou, mesmo de longe, exatamente porque Ele é Deus.
Desconfiamos logo de um médico que quando o consultamos, ele nem sequer toca em nós, não é mesmo? Achamos estranha a atitude de um médico que faz seu diagnóstico a respeito de alguém, sem o tocar, pelo menos.
Jesus não precisa nos tocar, Ele só precisa ser o que Ele é, Deus, e, de que, quem se aproxima dEle, creia que Ele existe e é doador dos que O buscam.  Sim, basta que creiamos nele, nossa fé faz da nossa vida um lugar de milagres. O lugar aonde ele está, pode não ser um lugar físico, pois aconteceram casos de Jesus dar uma palavra sem que visse a pessoa e ela era curada, liberta, seja lá o milagre que fosse.  Onde Jesus está, tem milagre, onde o nome dEle é usado, nas bases do que está escrito, milagres acontecem. Certamente, milagres irão acontecer, só depende de quem estiver no lugar onde Ele está, crendo que será como Ele disse que será. Se for um nazareno como aqueles dos dias de Jesus, não.
Imaginem que oportunidade aquela gente perdeu!
 Havia naquele lugar uma atmosfera de milagre, Jesus estava ali, em Nazaré. Onde Jesus está há uma atmosfera de milagre, mas a incredulidade daquela gente, impediu que a obra completa de Jesus se realizasse.
Tudo isso me fez refletir em como temos visto acontecer poucos milagres na terra onde Jesus está, como a terra da nossa própria vida, por exemplo. Quanta incredulidade há em nossa Nazaré!
Só confiamos a Jesus coisas grandes, como aquela irmã que disse que não incomodava Deus com coisas pequenas. Será que creremos nele para realizar grandes milagres se não confiamos a ele os pequenos problemas para que Ele realize milagres? Para mim milagre é milagre.
Por outro lado, quantos há que acham que só algumas pessoas, aquelas que nos parecem super poderosas, podem ser usadas para orarem, ou pedirem por nós a Deus para que milagres aconteçam. Ele disse que “os que nele cressem fariam os mesmos sinais que ele fez e, outros maiores fariam.” O problema é que a maioria não consegue crê sem ver, ou simplesmente não creem mesmo, são verdadeiros nazarenos.
O que dizer da Nazaré de Jesus chamada igreja?
Pensar que agora sou eu+você+o outro, são tantos juntos na igreja e Jesus só tem podido ver ali poucos milagres e apenas se ele nos impuser as mãos. Tem que ser ao vivo e a cores, no toque, tal como em Nazaré.
Jesus, o Senhor da igreja, não tem visto entre nós, lugar onde ele possa habitar para operar milagres. Na maioria das vezes, um milagre ali, um outro acolá. Sem contar que há tantos que não acreditam quando os milagres são relatados, no máximo ficam admirados, na verdade ficam escandalizados, mas não maravilhados. O que será que Jesus pensa sobre isso?
Jesus veio para fazer milagres todos os dias na terra dele.
Como podemos viver e conviver com o Deus que é sobrenatural, sem experimentarmos o Seu sobrenatural? Ter intimidade com Deus, é fruto de um relacionamento sobrenatural, mas como, se em nosso dia a dia, não vemos milagres?
Vivemos uma vida cristã tão fria, tão apática tendo o Jesus que é maravilhoso, todo-  poderoso em nós, mas ele não pode fazer em nós milagres.
Tudo o que eu preciso é crer como diz na palavra e fazer uso desta fé: “Os sinais seguirão aos que creem...” são palavras de Jesus.
Depois, foi a vez dEle ficar admirado com a incredulidade daquele povo...
Como será que ele fica hoje, quando contempla a mim e você, a igreja dele, agindo igualzinho aqueles nazarenos?
Jesus quer realizar entre nós, a sua terra, a igreja, na terra da nossa vida, da nossa família seus milagres. 
Como podemos perder esta oportunidade  de experimentarmos milagres, sabendo que Ele está em nós, no meio da igreja, numa atmosfera de milagres, mas nada acontece? Quanto desperdício!

Deixe Jesus fazer o que só Ele sabe fazer, milagres. Deixa a obra de Jesus acontecer plena na sua vida hoje, então vamos, creia!


Denise Malafaia Cerqueira

quarta-feira, 19 de março de 2014

Quando o evangelho se torna ridículo




“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê... (Romanos 1:16)







Uma certa vez aconteceu um fato inusitado que está registrado na Bíblia, lá no 2º livro Samuel 6: 13-23. A arca do Senhor estava sendo trazida para Jerusalém, depois de ficado por algum tempo entre os filisteus e de ter permanecido por três meses na casa de um homem chamado, Obede-Edom.
O rei Davi, que vinha à frente do cortejo, vinha dançando e cantando com muita alegria, uma alegria incontida, pelo fato de que a arca de Deus chegara a cidade santa. Era algo memorável, aquilo precisava ser muito comemorado. O texto diz que: “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor... Davi, com todo o povo, fez subir a arca com júbilo e ai som de trombeta.” (vers 14,15)
O texto diz que a esposa de Davi, Mical, observava tudo da janela do palácio. Ela viu o rei, seu esposo, “saltando, dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração.” (vers.16)
Quando ele chegou à sua casa, o texto relata o que aconteceu: “voltando para abençoar a sua casa, Mical lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar!” (vers. 20) Davi respondeu: “Foi perante o Senhor que eu dancei, perante aquele que me escolheu...
Perante o Senhor continuarei a celebrar e me rebaixarei ainda mais, e me humilharei aos meus próprios olhos...” (vers. 21, 22)
Quantas pessoas têm tido vergonha daquilo que deveria se sentir honrado, não é mesmo? Essa foi a questão que Davi enfrentou com sua esposa, que o ridicularizou por sua atitude de adorador sincero e despojado. Para ela aquilo era uma humilhação.
Deus tem me feito pensar, analisar e entender a esse respeito, nos últimos dezenove anos. Desde quando, experimentei algo novo de Deus em minha vida cristã, quando meu relacionamento com Deus passou a ser íntimo de verdade. Dia a dia tenho buscado entender os seus desígnios e suas expectativas a respeito de mim e do seu reino. Quero aprender a dar honrarias ao Deus da minha salvação, mesmo que me chamem de fanática.
Fico observando como que nestes tempos as pessoas fazem as coisas mais tolas, tristes, mais impuras, como se fosse algo natural, ou muito boas. Elas não têm se envergonhado dessas coisas.
 A pornografia, por exemplo, para a maioria se tornou normal. Falar e fazer coisas obscenas tem passado a fazer parte da nossa cultura. O pior é que julgam quem não faz tais coisas como alguém fora da realidade, porque afinal de contas é tão comum fazê-lo. E pensar que a cultura de um povo é até matéria nas escolas... 
Políticos são deflagrados em corrupção, falcatruas, ilegalidades, roubos e muitos continuam como se nada tivesse acontecido. Não se envergonham...
Quantos cristãos têm demonstrado de alguma maneira, que seus interesses são mais nobres e mais úteis do que a vida cristã.
Quantos, também, têm estado, até  na prática de coisas erradas e são capazes de se dar por elas e de até encontrar justificativas, com argumentos aos quais defendem com todas as forças. Não se envergonham...
Existem ainda outros cristãos ou não, que até lutam por coisas normais, justas e coerentes. Coisa que fazem parte do nosso cotidiano, e não são coisas ruins, mas esses colocam nelas toda a sua força. Empreendem grande esforço para cumpri-las e vivenciá-las, porque naquilo têm colocado suas expectativas. 
Quantos que se entregam de corpo e alma pelo  time de futebol do coração, principalmente os brasileiros. Não perdem uma partida, seja no estádio ou pela TV. Vestem sua camisa, gritam, vibram, até brigam. Outros se dedicam com prazer por um partido político. Em época de eleição são cabos eleitorais voluntários, de graça. Não perdem um comício, lá estão de bandeirola, camisa e santinhos em punho para fazer campanha do seu candidato. Não se constrangem por estarem pulando, gritando, assoviando, cantando com entusiasmo as músicas do time, ou do partido, ou de qualquer um outro grupo, do qual fazem parte. Muitos são capazes até de brigar por essas causas. Não se envergonham...
Quantos que quando se reúnem na igreja para prestar culto com os outros irmãos, se mantêm como se estivessem num lugar fúnebre, de tristeza. A impressão que temos, é de que aquele, seja um lugar que não lhes dá prazer. Outros acham que certas atitudes que demonstram alegria, satisfação, júbilo, são irreverentes, não são próprias para  ambiente de adoração,  ou vulgar como disse Mical a Davi, para o local de culto.
Precisamos dizer ao mundo quem é aquele que merece toda a nossa glória e toda a nossa celebração. Quem é que merece nossos aplausos, danças, nossos brados e vivas de júbilo, senão o Rei dos reis, o Senhor dos Senhores. Muitos fazem como Mical, criticam e desprezam aqueles que cantam celebram a Deus com alegria, porque afinal de contas olha quem você é, e o que representa na sociedade. Não pega bem...São os que confundem o sentido de reverência, de comportamento; são os que, na verdade, acham as coisas de Deus, o evangelho, um tanto ridículos...
O mesmo Davi dá uma ordem ao povo de Deus em seu salmo 47: “Batei palmas ao Senhor, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo.” No dia em que entendi que o que Davi falava aqui era uma ordem, eu nunca mais quis fazer menos do que celebrar, celebrar. Celebrar com todo o meu coração, com todo o meu entendimento, com todo o meu corpo àquele que me deu o Evangelho que é o poder de Deus para todo aquele que crê. Evangelho que se chama Jesus Cristo. Evangelho que é graça, é redenção, é justificação. Tem poder para libertar, curar, restaurar, perdoar; dá vida plena. Vida que começa aqui nesta Terra e me leva a eternidade com ele. Trás segurança, prosperidade, isso sim é o que chamamos de salvação completa, foi tudo isso e mais um pouco que eu recebi.
Esse evangelho me faz existir, viver e me mover em Cristo.
É esse evangelho que é o poder de Deus que faz com que todo aquele que nele crê tenha a mesma vida de Deus. A possibilidade de fazer as mesmas obras que Jesus fez, enquanto esteve aqui, e não é só isso, outras maiores... sim, por isso Paulo chamou esse evangelho de poder de Deus.
Fico aqui pensando em todos os motivos que tenho para viver dançando, saltando, aplaudindo, bradando com altos e fortes gritos de júbilo ao Deus que planejou e executou tudo isso para nós? Alguns dizem que ele não é surdo, assim para que gritar. Ah, mas o mundo é, e o diabo não quer que eles ouçam o nosso júbilo de felicidade por causa do que temos em Cristo, porque senão eles verão e hão de querer saber o motivo da nossa alegria.
Davi não pôde se conter diante da presença da arca de Deus entre eles, enfim ela estava entrando na cidade santa, aleluia! Ele sabia o que aquilo representava. Era o próprio Deus entre eles. Era o poder de Deus.
O Espírito Santo está em nós, ele é a arca de Deus  no nosso meio, que testifica o poder do evangelho de Cristo na nossa vida.

Então, é tempo de alegria no meio da  igreja, somos o povo que conhece os vivas de júbilo, ou somos os que acham o evangelho ridículo, tornando-o ridículo?

Denise Malafaia

As mais lidas da semana