6. DIÁRIO DE TEMPOS PASSADOS


40 Dias para Recordar...




 Olá a todos vocês que seguem o Filhas de Sara, e estão acompanhando a história de uma mulher através deste diário!  
Esta mulher que  podemos  chamar de, Sara.
Através deste: Diário de Tempos Passados;  vocês estão conhecendo alguns fatos que marcaram a vida desta mulher, do seu casamento, da sua família em pelo menos 40 dias da sua vida.
Temos estado  juntos aqui ja a alguns dias. Sendo que não é todo dias que postamos o diário, até porque ele não obedece a uma ordem cronológica porque são fatos de tempos passados. 
Esta história que se confunde entre real e imaginária. Têm fatos da minha própria história, sem ser auto biográfica, pois registra outras histórias de outras pessoas reais ou fictícia.  Assim,  pode ser a sua história, também. Sim, pode ser a história da sua vida, da sua família, ou a história de alguém que você conhece.
 A história é narrada  por esta mulher, que é imaginária, por isso está na 1ª pessoas do singular.
Tomara que possa servir de inspiração, edificação e experiência para todos que o lerem.
Compartilhamos aqui alguns princípios bíblicos importantes para a nossa vida no namoro, casamento, família.
Continuo querendo ouvir a opinião de vocês, então ao lerem deixem seus comentários.
Então entre, puxe a cadeira, sente e desfrute...
Você é muito bem vindo aqui!






Denise Malafaia Cerqueira, filha de Sara no RJ



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1º Dia

 “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Profeta Jeremias)

 Quem viu o homem com quem eu casei por ai?

 Ali estava ele, um garoto, mas um homem de verdade... Como se costuma dizer por ai, com “H” maiúsculo... com suas imperfeições, é claro, como todo descendente do 1º Adão, mas ele era uma gracinha...
Ele era um rapaz dedicado na igreja, daqueles crentes que não se acha todos os dias. Sempre pronto, nunca tinha tempo ruim pra ele, “Pau pra toda a obra”, como sempre foi...
Ah, parecia um rouxinol, a voz não era tão maviosa, mas era boa, forte, alcançava notas altas e baixas, ao mesmo tempo; louvar era seu prazer, ele cantava sem parar; defensor da palavra de Deus, cheio de amor pelos perdidos, amava a Deus, era bem visível isso.
Ele foi o 1º a se converter na casa dele, e ai começou a fazer diferença em sua família.
Um bom filho, cheio de atenção com sua mãe, cumpridor de tarefas, o homem da casa; seu pai não era um marido presente, um pai que chegava junto com a mãe dele para fazer as coisas para os filhos.
Ele era o filho caçula, mas era ele quem se virava para consertar as coisas, para fazer o papel que, normalmente, o marido ou o pai faz, mas isso ele nunca deixou de ser.
Eu me lembro quando nós nos casamos, ele, que sempre foi um cavalheiro, me tratava como uma verdadeira dama.
Nossa lua de mel, foi numa pequena cidade litorânea. Que dias maravilhosos! Ele, tão cuidadoso, tão gentil, tão especial! Foi tudo muito romântico... dias inesquecíveis! 
Ali estávamos nós, dois jovenzinhos...mas ele era um verdadeiro homem!
Eu  e ele, ele e eu...unidos por Deus, com certeza. Não tínhamos dúvida.
1,2,3,4,5,6, tum...O que isso significa? Já vou dizer. 
Aguardem o 2º dia do meu diário de tempos passado. É só esperar...

  Boa noite...mas quem vai apagar a luz?


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2º dia



 “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Jeremias)


 Quem viu o homem com quem eu casei por ai, hein?

Então, já que eu comecei... Vou contar pra vocês o que significa esse negócio de... tum, lá do 1º dia: quando nos casamos, já na lua-de-mel, meu marido, começou a fazer esta brincadeira, não sei quem conhece, é assim: as pessoas, que estão na brincadeira, contam os números e não podem dizer o número  7, os que terminam com 7, ou múltiplo de 7. Então quem fala, perde. Ai, ele sempre começava quando era hora de apagar a luz, e quem perdesse apagava a luz é claro. Sabem quem normalmente perdia, eu. Isso mesmo,  era euzinha aqui, mas, tudo bem. Às vezes eu ficava invocada, porque sobrava pra mim. Quando ele insistia em começar tal brincadeira, eu já dizia: - Á, não! Não vou brincar, vai lá você e apaga a luz! Mas ele insistia e, eu acabava cedendo. Isso foi por muito tempo assim.
Voltando ao começo de tudo... eu me recordo que eu era muito ciumenta, assim que começamos a namorar. Eu tinha ciúme até da sombra dele, um dia, ele ficou bravo com meus ciúmes e disse que não dava para continuarmos a namorar porque eu estava chata e ele estava sufocado. Nessa época já estávamos namorando há quase um ano. Eu desabei,  né? Chorei e chorei e chorei... Pensei que fosse morrer. Mas ele ficou irredutível! Fomos pra casa. Eu pensei que não fosse resistir àqueles dias, mas nada como um dia depois do outro...
É claro, que eu estava triste, afinal de contas eu o amava, mas eu disse ao Senhor, que se ele era o homem que Ele tinha para mim, o nosso namoro voltaria. 
Eu pensei, tenho que ficar curada dessa doença, o ciúme. Coloquei aquele desejo no coração e comecei a compreender o que a palavra dizia sobre o ciúme. Pedi a Deus que tirasse aquele sentimento ruim do meu coração, porque eu também estava me sentindo mal. Aquilo estava me deixando sem raciocinar direto.
Nos dias seguintes, nós que morávamos perto, pegávamos o mesmo ônibus, no mesmo horário; eu, para ir ao colégio e ele, para ir ao trabalho. Só que, quase sempre, eu ia de carro, com o meu pai, mas naquela semana, eu havia dito ao meu pai que gostaria de ir de ônibus, tudo para encontrá-lo, é claro. Só que ao vê-lo no ônibus, eu fingia que não o estava vendo, até que nossos olhares se encontravam, e ele com muito charme, como só ele tinha, piscou aquele piscar de olhos dele, que era fulminante! Eu continuava como se não o tivesse visto. Falei com a irmã dele, que quase sempre estava junto dele, brinquei com ela, mas a ele, eu ignorei.
Passado alguns dias ele mandou a tal irmã lá em casa, para ver como eu estava e, eu não demonstrei que estava triste não. Queria que ele pensasse que eu não estava nem ai. Eu, pela ação de Deus, sempre me recuperei rápido das situações contrárias, mesmo ainda tão jovem, e nessa época eu já buscava o Senhor com intensidade.
Passaram-se os dias da semana e no sábado haveria a reunião de jovens das igrejas da região onde morávamos, nós éramos muito entrosados em tudo da igreja. 
Então resolvi que ia me arrumar bem arrumada, com vestido novo, ele adorava minhas roupas, era muito galanteador, estava sempre a me fazer elogios. Cortei os cabelos dei um corte bem legal. Eles eram bem grandes, iam até a cintura, o pintei, me produzi toda, porque eu sabia que ele não resistiria ao meu encanto. 
Ele bem sabia que entre aqueles jovens, haviam alguns que estavam torcendo para que eu estivesse livre. Até o presidente dos jovens, me ligou perguntando se era verdade que eu estava livre, se havia terminado o namoro. Alguém tinha dito para ele. Outros foram à minha casa, para confirmar a nova, pois eles não eram da mesma igreja que nós.
Chegou o sábado e lá fui eu toda linda e maravilhosa! Encontrei com ele no ônibus, "sem querer", eu estava acompanhada da minha irmã. Ainda era cedo, e nós, tínhamos que passar na casa daquele tal presidente dos jovens, porque tanto eu, como o meu ex-namorado fazíamos parte da direção neste grupo de jovens. Ele havia pedido que passássemos lá para acertarmos os detalhes da reunião.
Quando eu cheguei nosso amigo presidente me fez elogios de como eu estava linda e eu reparei que ele não gostou nada. Esse tal amigo estava todo serelepe para o meu lado, e a cara do meu ex-namorado, não era cara de bons amigos, não. Estava na hora de sairmos para a reunião, o nosso amigo se aproximou como quem quisesse ir o mais próximo de mim que pudesse, mas estávamos todos indo juntos. Foi ai, que o meu ex me puxou, delicadamente, me chamando à parte, e disse que não ia me deixar para ninguém, e que o nosso namoro estava reatado. Eu, prontamente, aceitei aquela... vamos dizer assim, imposição, porque era tudo o que eu queria. 
Ele nem sequer mencionou sobre o fato de eu ter ciúmes e que se isso acontecesse de novo ele nunca mais ia querer saber de mim, nada disso. Ele me abraçou ternamente, beijou minhas mãos, como eu sempre gostei, e disse que não podia viver sem mim...Ó, que romântico!
Pois é, mais foi ai que eu cai no outro extremo, passei a ser uma mulher completamente desprovida de qualquer tipo de sentimento, que evocasse ciúme.
 Eu mesma, sem que ele me pedisse, porque ele nunca mais me falou sobre o assunto, rejeitei toda e qualquer forma de atitude que demonstrasse apego exagerado ao meu marido, ou a qualquer outra pessoa muito ligada a mim, como se fosse minha propriedade e que ninguém poderia chegar perto. Eu fiquei tão traumatizada com o meu ciúme exagerado e, talvez pelo medo de perdê-lo, não sei, afastei definitivamente toda forma de sentimento que pudesse me lembrar o ciúme.
Sinto que cai, no outro extremo, acabei ficando até sem o que muitos chamam de zelo, e até a própria palavra de Deus diz, que nós precisamos “ser zelosos do bem”. Embora eu continue achando que esse negócio de zelo, da maneira que falam, é mais uma desculpa esfarrapada para quem sente esse famigerado ciúme. 
Esse negócio de ciúmes...ah, não tá com nada. A Bíblia diz  que “o ciúme é duro como a sepultura”, ai!!!
Por hora, vou terminando o meu registro do 2º dia do meu diário de dias passados.
Á, tá, gente! Vou falar mais sobre esse negócio de ser zeloso do bem, mas outro dia, ok? Se eu me lembrar...
 Mas eu continuo a procurar aquele homem com quem casei...será que alguém o viu, hein? Aquele lá do 1º amor... Aquele que piscava o olho como ninguém sabe fazer. Aquele galanteador... aquele garoto que era um verdadeiro homem...
Ufa...boa Noite, gente! Cansei!!



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3º dia



“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” 
( Jeremias)

O dia hoje foi corrido. Estou quase por encerrá-lo, mas não podia deixar de escrever nesse 3º dia do meu diário...só que não vou falar muito coisa, não. Tenho tanta coisa pra escrever, mas estou sem tempo hoje.
Eu sei que eu preciso falar sobre o que eu deixei em aberto ontem, sobre o que eu quis dizer em que eu caí no outro extremo, no cuidado com o meu marido. Escrevi a experiência do meu ciúme exagerado, pois é,  eu nunca mais sofri desse mal.
Paulo disse que; “...o amor não arde em ciúmes...” (1ª Coríntios 13: 4) Então, “ não arde” mas eu deixei todo o ciúme de lado. Fiquei tão traumatizada... Eu, falei sobre isso aqui. Por isso, não quis mais saber nem um pouco desse negócio de ciúmes. Vai que eu não conseguiria medi-lo! Eu preferi não arriscar. E sabem, passei a ser uma pessoa muito mais solta, livre. Meu coração se sentiu aliviado. E daí?
Encontrei, pesquisando pela internet, que toda vez que a palavra zelo aparece na bíblia se refere ao cuidado de Deus com o seu povo como um esposo cuida da esposa, como no caso de Jesus pela igreja.
Pois é, será então, que o contrário é verdadeiro, também? A esposa tem que ser zelosa, cuidar nesse aspecto do marido? Porque eu sempre cuidei dele com relação a roupas, comida, casa, filhos, em tudo o que ele fazia eu estava ao lado dele, com ele; na cama na intimidade de marido e mulher, éramos plenos... Mas o deixei muito livre, sem rédeas... Mas a mulher foi feita para por rédeas no marido? A figura do homem com a mulher é como a de Cristo com a igreja, A igreja pode colocar rédeas em Cristo? Ah, que coisa esquisita, vocês não acham? Sabe estas verdades não podem ser alteradas não. É como a Bíblia diz e ponto final. Não é uma figura de linguagem, não, como tantos ficam por ai dizendo. É uma figura espiritual a ser observada pela igreja na prática da vida diária. As coisas na igreja ficaram muito fora do lugar exato. Penso que temos alterado a palavra de Deus por causa da cultura das sociedades, da mídia, das ciências...
Preciso refletir mais sobre isto. Ouvir mais do Senhor. Quedar-me mais aos seus pés para ver que resposta me dará a minhas queixas, como disse Habacuque.
Lembro-me de um livro que acabei de ler: Adão colocou a culpa do que aconteceu no Éden, na mulher: “A mulher que tu me destes...” De acordo com o autor, na versão de tradução em inglês da Bíblia, está registrado de que Adão estava com a mulher, no momento em que Eva foi interpelada pela serpente e, ele se calou. Eva era sua responsabilidade, mas ele se calou. Se observarmos direitinho a nossa versão dá a mesma ideia. Por que ele não expulsou a serpente? Por que ele não tirou-a dali? Por que ele se calou? Uma vez que a mulher não ouviu a ordem de não comer do fruto, ela nem havia sido criada ainda. Certamente, que foi por isso, que a queda está associada a Adão e não a Eva, embora todos tenham pecado.
Ainda não sei muito sobre isso, mas estou buscando conhecer pela palavra revelada, a rhema... Preciso de entendimento do Espírito.
Enquanto isto, estou a procura do homem com quem eu me casei um dia, o homem segundo o coração de Deus... Vou perguntar como fez Deus quando procurou Adão no Éden: “Marido, onde estás?
Á, já sei o que vou escrever amanhã! Sobre como tive a certeza de que ele era o homem de Deus pra minha vida.
Tchau...boa noite!
Á, não...! Chega disso, nada de brincar para ver quem vai apagar a luz de novo!
 Boa noite e, apague a luz você!


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4º dia



 “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Jeremias)

 Então, ontem nem deu pra escrever muito... E acho que hoje, também, não vai dar. Estou com muita  coisa pra fazer e até sábado estou com o dia cheio...
Mas, eu disse que ia contar como descobri que meu marido era o homem, segundo o coração de Deus para mim e, eu, é claro, teria que ser para ele!
“Deus oferece um amor autêntico. A sua devoção é o presente verdadeiro. Mas Ele não lhe dará o que é genuíno até que você renuncie às imitações.” (Max Lucado)
Lembram que anteontem e ontem, eu escrevi sobre a questão do ciúme, e estava com dúvidas sobre se não foi um erro deixá-lo totalmente? Então, eis que lendo o livro de Max Lucado, exatamente em meio às minhas dúvidas, embora já tivesse entendido que, segundo a Bíblia, a tarefa de zelar, é muito mais do homem em relação à mulher do que da mulher, propriamente dito, pois foi assim com Deus, em relação ao seu povo, à sua igreja. Assim como foi o caso de Adão, que descuidou de Eva e não zelou para que nada de mal lhe acontecesse... Assim como Deus diz pelo profeta Isaías, acerca de como cuidava de sua vinha:
“Eu o Senhor, a vigio e a cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia eu cuidarei dela.” Esse é o papel do homem, para com sua mulher, sabiam?
Max Lucado no seu livro: Aprendendo a compartilhar um amor que vale a pena; ele diz que: “o ciúme não é algo bom de ser alimentado nem um pouco, porque nunca se sabe como ele vai evoluir...” Salomão disse, e eu já mencionei aqui: “...ele é duro como a sepultura; as suas brasas são brasas de fogo.”  O autor conclui: “...ele, o ciúme se sente pouco a vontade, quando entra, pode vir com a desculpa de zelo e partir por consumir a alma...podemos ficar vulneráveis aos seus caprichos...”
Á, mas por hora não vou falar mais sobre isso não...volto outra hora para escrever mais sobre isso.
Bem, eu e meu marido nos conhecemos assim: fui à igreja onde ele congregava pela 1ª vez, porque havíamos nos mudado para aquele bairro havia pouco tempo. Mamãe começou a freqüentar lá, assim que chegamos. Ela costumava ir à igreja com meus irmãos mais novos. Eu, que já era adolescente, não estava muito animada de ir à igreja ali naquele bairro não. Achava que lá não tinha nada muito interessante, pensava que ali o povo deveria ser cafona... Á, vocês acharam graça, é? Podem rir...mas era esse o termo que se usava na época. Era uma igreja pequena. Mamãe dizia que o pessoal era bem legal e havia muitos jovens. Na verdade, eu estava era fria e a TV, naquele momento, era bem  mais interessante pra mim. Até porque, eu não saia para lugar algum, o papai não deixava mesmo. Eu também, não gostava das coisas do mundo, como se costuma dizer, mesmo estando fria na igreja. Meus amigos eram os meus irmãos e o pessoal da escola.
Então um dia resolvi fazer um teste. Lá fui eu com a minha mãe e meus irmãos à igreja...
Puxa, estou no meu limite, chega por hoje!!! 
Não, não vai ser possível escrever mais hoje, sobre como foi que Deus mostrou que nosso casamento era a vontade dEle. 
Como tenho coisa pra escrever...que isso!
Pode deixar,  que vou continuar a escrever como nos conhecemos, e ficamos bons amigos. Sim, antes de qualquer coisa mais que eu tenha para escrever, vou falar sobre isso. Foi assim que descobrimos que a melhor maneira de começar um relacionamento de namoro, e esse relacionamento ser algo legal, e dar certo, é tendo um laço forte de amizade. Amigos de verdade, foi assim com a gente. Isso mesmo, amigos de verdade!
É, haja tempo e disposição de continuar escrevendo todos os dias, mas vou continuar, pode deixar, trato é trato. Eta gente curiosa!!!
Bem, então, fico por aqui! Ah, olha, já não tem mais graça esse blábláblá, de todas as vezes que dou boa noite, vocês quererem brincar de...1,2,3,4,5,6, Tum! Apaguem as luzes, por favor!!
Ah, esquece isso...estão parecendo até meu marido!
Boa...
Ah, por falar nele...
Quem sabe onde ele está, hein?
Esse, aquele... o meu marido que está sumido... e que vocês vão conhecer melhor, quer dizer , se eu deixar que vocês continuem a ler o meu diário de tempos passados, é claro! Aliás diário é coisa íntima, né, gente! E eu abrindo aqui tudo pra vocês...Tudo bem!
Por falar em marido...muitos maridos parecem ter sumido do mapa, já viram?
Como pode cabeça sumir...? 
Já pensou se Jesus resolvesse sumir e a igreja não mais o achasse? Gente, essas coisa têm que ser refletida. A Bíblia não foi escrita aleatoriamente não. Deus não desperdiça seu tempo com coisas para encher lingüiça, sabia? Ele não é como nós não, povo!!! 
Paulo orou certa vez para que Deus nos desse espírito de sabedoria e revelação para sabermos a razão de tudo, o por quê das coisas...eu fico aqui só pensando e perguntando sobre tudo. Ah, eu quero saber sim...
Por isso que as coisas andam tão fora de lugar no mundo, né? E até na igreja, já viram?
Ih...eu já tinha começado a me despedir de vocês, hein!
Mas agora é pra valer...
Boa noite, ai que sono, até amanhã!

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5º dia  


 “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Jeremias)

“Há amigo mais chegado que um irmão.” 

Eu sempre fui atraída a amizades com o sexo masculino. Ah, eles são mais interessantes, menos complicados, mais cativantes... Bem, isso quando são inteligentes, bem humorados, cavalheiros. Quando não têm aquela síndrome de machão, é claro!
O que sempre me encantou nele, naquele garoto com quem eu namorei e casei um dia, foram todas essas qualidades...
Ai, eu me lembro quando o vi pela 1ª vez e ele me viu, lá na igreja. Lembra que eu escrevi ontem? Pois é, lá fui eu com minha mãe e meus irmãos, à igreja. Era um domingo de muito calor. Eu costumava usar roupas bem curtas, e lá na igreja onde minha mãe ia, as meninas, mesmo as adolescentes, não as usavam. É claro, que todos me observaram de cima à baixo, imaginem usar mini-saia um tempo atrás... Fiquei um pouco sem jeito, desconcertada, mesmo. Estava na EBD, sentamos na classe de jovens, e lá estava ele. Foi bem gentil, e me deu as boas vindas com gracejos bem humorados. Achei não só ele, mas todos os outros jovens,  bem interessantes e agradáveis, mamãe tinha razão. Ela havia me dito que eles eram jovens bem simpáticos e que buscavam a Deus. E eram mesmo. Fui recebida com muito carinho. E foi dão boa a recepção que retornei à noite. Ali começou a ser desenhada uma forte e bonita amizade. Não só com ele, mas com os outros jovens com os quais fiz uma boa amizade.
Era o dia do meu aniversário. Minha mãe convidou os jovens da igreja para uma comemoração em nossa casa. Parecia que ela queria muito que eu me enturmasse na igreja, com certeza. Eu fazia 17 anos, e o fato de mamãe fazer uma festinha e convidar o pessoal me surpreendeu, porque não se faziam festas ou reuniões assim lá em casa.
Naquele dia a gente começou a trocar altos papos. 
Eu me recordo que foi nesse dia que conheci o irmão dele. Eu e ele, estou falando do irmão, nos tornamos grandes amigos, também! Eu amava conversar com ele... Todos chegaram a pensar que eu gostava era do irmão e não dele, mas eu nunca gostei dele dessa forma. Eu o achava especial, um bom amigo, camarada, como era mesmo, e até hoje é, mas sempre um bom amigo, mais nada.
Com aquele que depois se tornaria meu marido, a amizade ficou bem forte. Começamos a andar sempre juntos. Saíamos de mãos dadas, de braços dados, mas, como bons amigos. Isso aconteceu por uns quatro meses. 
Ele ligava para mim todos os dias marcando para irmos aos cultos em outras igrejas e nas casas dos irmãos, onde a igreja tinha pontos de pregação. Ele sabia tocar violão e sempre era ele quem tocava nos cultos nos lares, ele não perdia nada. 
Lembro-me o dia em que fomos a um desses cultos em outro bairro, bem perto do nosso. Eles aconteciam nas sextas-feiras. Ele vinha do trabalho e nos encontrávamos lá. 
Numa destas sextas-feiras, ele me deu um livro com lindos poemas. Só porque eu havia passado a usar as minhas roupas mais cumpridinhas, um pouco... Na verdade, não foi bem por causa disso, não, ele havia me desafiado a fazer mudanças na minha vida espiritual, e começou a fazer, uma espécie de discipulado comigo. Falava-me sobre testemunho, sobre santidade, e de como era importante dar passos na direção da vontade de Deus. Não que isso, necessariamente fosse uma questão de santidade em si mesmo, a questão de roupas, mas a questão de renunciar ao eu. Deixar tudo aquilo em que eu tivesse arraigada demais e que me impedia de servir a Deus em renúncia. E deixar minhas roupas curtas, era muita coisa pra mim, um grande desafio. Parecia que eu estava horrível com aquela roupa de “Maria Mijona”.  
Ele nunca foi radical sobre essas coisas de roupa, não. Mas outras pessoas da igreja eram! Eram muito intransigentes e usavam a força para fazer com que os jovens mudassem seus costumes, mas não ele.
 Ai começou minha trajetória rumo às mudanças... E ele era meu ajudador. Sempre falando comigo com amor de irmão e cuidado para não me ferir ou me magoar. Isso me faz lembrar as palavras de Paulo: “Revesti-vos como eleito de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade... instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria...” Ele era assim, ficava lado a lado comigo me encorajando e cuidando de mim com bondade. Coisas de amigo mesmo. Isso mesmo, um amigo mais chegado que um irmão.
Ih, já é muito tarde, gente, e eu vou dormir...que soninho, tchau!
Nos vemos amanhã.
O que, apagar a luz, eu? Ah, tá, eu vou sim...eu é que não quero brincadeira!
 Amanhã eu continuo... me aguarde!
Bjs!

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6º dia


“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Jeremias)

Era um sábado, eu me lembro como se fosse hoje! Estávamos noivos e tínhamos ido a uma igreja, porque soubemos que haveria lá um culto missionário. Não sei se mais alguém havia ido conosco, mas é provável que sim, porque, sempre saíamos em grupo.
Eu tinha uma chamada missionária, desde pequena, essa é uma longa e interessante história... Ele, não. Nosso casamento estava marcado para dali a poucos meses. Então, eu estava apreensiva pelo fato de que eu tinha uma chamada e ele não. 
Já estava orando há vários meses, por este motivo. Não poderia me casar com alguém que não tivesse o mesmo propósito, a mesma vocação. Pedi a Deus que me desse uma prova de que ele era o homem segundo o Seu coração para mim. E a única maneira era se ele tivesse a mesma visão, a mesma chamada. Eu não podia continuar com aquela dúvida. Não tinha compartilhado essa oração com ninguém, muito menos com ele. Orei em meu interior, nem em voz alta o fiz, só eu e Deus sabíamos.
Foi ai que, naquela noite, havia uma tremenda unção naquele lugar, um homem de Deus, pregou, sobre missões. Tenho certeza que meu marido lembra bem, mas isso não vem ao caso.
Sei que Deus falou tremendamente. Todos estavam impactados com aquela palavra desafiadora! Havia muito choro, um mover do Espírito de Deus. Após a pregação o pregador fez um apelo para que os que ali estavam e, que tivessem uma chamada missionária, fosse ali à frente para confirmar a decisão de obedecer à chamada. Eu fui à frente chorando, confirmando minha decisão de obedecer ao Senhor. E lá, eu dizia a Deus: Senhor, se este é o homem com quem devo me casar tu vais me dar à certeza hoje, porque faltam tão poucos meses para o nosso casamento! Eu disse mais: Se ele não tiver uma chamada, Pai eu não me casarei.
Não olhei para trás nem por um momento. Então o pregador, mudou o apelo, ele disse agora: Se há alguém aqui que nunca teve uma convocação para uma obra especial no reino de Deus, mas que hoje foi tocado como nunca havia sido antes a este respeito, então venha aqui, mesmo que você não saiba para o que Deus o chama. Enquanto ele falava, eu orava. Foi ai que, de repente, ouvi o pastor dizer mais ou menos assim: Muito bem meu jovem, por que você está aqui na frente? Foi ai que ouvi a voz do meu amado: Não sei, mas sei que Deus está me chamando para a sua obra. Mas não sei, ainda para quê...!
Naquele momento tive a certeza de que aquele era o marido segundo o coração de Deus para minha vida. Aquele seria o pai dos meus filhos, e que filhos lindos, preciosos, Deus havia reservado para nós!
Com certeza, sendo um na vontade de Deus nossa caminhada seria de benção...
Aquele foi um dia muito especial para mim, e tenho certeza que para ele também...
Isso é o que se pode chamar de ...Boa Noiteeee...
...Ufa, ainda bem que vocês se esqueceram daquela brincadeira de... apagar a luz!
 Bye!



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7º dia


“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Jeremias)

 Então, gostou do que escrevi ontem, de como eu descobri que ele era o homem de Deus pra mim? Pois é, nada me deixava dúvida...
Ah, hoje eu conto como foi que nós começamos a namorar...
Eu disse que ficamos grandes amigos, lembra? Éramos confidentes. Ele me contou dos seus namoros anteriores, e eu dizia dos meus, embora nem eu nem ele tivéssemos namorado muito, éramos muito novos.
Gostávamos de conversar sobre tudo. Descobrimos que gostávamos das mesmas coisas, éramos cheios de sonhos. Nossa conversa favorita era sobre as coisas de Deus. Ele era alguém que amava a Deus e à igreja. Trabalhava com muita dedicação. Era responsável com a obra e um leitor apaixonado pela Bíblia.
Com ele aprendi a gostar ainda mais de ler a Bíblia, embora naqueles dias eu estivesse ainda apática com as coisas de Deus. Ele foi um instrumento do Senhor para que eu fosse reconduzida de volta ao interesse pelas coisas do reino. Achava lindo como ele conhecia a Bíblia e com que prazer falava das histórias e verdades da palavra.
Eu pensava, então: Preciso voltar ao 1º amor...
Deus tinha este propósito, é claro. Ele já havia me separado para uma obra especial, lembra do que eu contei ontem? Comentei por alto sobre a minha chamada, lembram? Disse que tinha uma chamada desde pequena. Bem, pelo menos era o que  meus pais contavam. Meu pai tinha tido uma visão em que ele ficou fora de si e com muita febre, assim...de repente. Foi ai que ele ouviu, claramente, Deus lhe falar de que havia me escolhido  para uma obra especial no Seu reino. Ele não só ouviu como viu, quando o Senhor colocava a mim e a meus irmãos numa fila, e me destacava dos demais, enquanto  fazia menção da chamada que tinha pra mim. 
Meus pais nunca me contaram, porque não queriam influenciar na minha escolha. 
Aos 9 (nove) anos, eu comecei a sentir um forte ardor missionário. Na adolescência, me afastei um pouco dessa visão e não me lembrava mais desse detalhe. 
Então, diante disso, era como se ele, estivesse ali para me levar de novo ao 1º amor e a um despertamento da minha fé, que estava adormecida, pois eu havia sido uma criança com um coração completamente apaixonado pelo Senhor e pelo seu reino. Depois, por influência dos outros e das coisas do mundo, embora nunca houvesse experimentado nada dele, eu havia esfriado.
Com certeza, Deus o usou, antes mesmo que começássemos a namorar para avivar a obra do  Espírito Santo no meu interior.
Que coisa boa recordar coisas tão singelas e ao mesmo tempo fortes, a respeito desse meu amigo... Que eu continuo sem encontrar, mas eu sei que vou encontrá-lo pois afinal de contas, ele foi escolhido de Deus para ser meu marido e eu fui escolhida para ser sua esposa.
Que isso, ainda não consegui chegar ao ponto em que começamos a namorar! Ah, mais foi muito simples. Não foi nada hollywoodiano, não. Até porque já estávamos tão comprometidos na amizade, no companheirismo que a coisa fluiu. Um dia ele me olhou mais profundamente e eu também. Olho no olho... não conseguíamos mais ficar sem nos ver, sem nos falar. Havia uma admiração mutua... Vimos que nossos sonhos e objetivos eram muito parecidos.  Eu já estava orando sobre isso e ele também, mas ainda não tínhamos dito isto um ao outro. Era um segredo. Depois descobrimos que tínhamos medo de estragar nossa tão linda amizade.
 Além de orarmos, alguns dos amigos dele deram sua parcela de influência, dizendo para ele: "Cuidado, que pode vir outro e passar a sua frente..." O irmão dele, por exemplo dizia, "mano cuidado você pode perdê-la; se lotar o Maracanã de meninas, ela é a única que pode ser escolhida como aquela garota destaque para fazer qualquer homem feliz." Ele perguntou ao irmão se era dele mesmo que estava falando. O irmão respondeu que sim, mas que sabia que era dele que eu gostava. Porque eu e o mano dele éramos muito amigos, também, eu já mencionei isso aqui outro dia, lembram? Já pensaram, que ibope o meu, hein! Depois de um tempo que estávamos namorando ele me contou sobre o que o irmão havia lhe falado. 
Então, ele tratou de me segurar pelos  meus negros cabelos...que isso, parece o tempo da caverna...nada disso, gente! 
O que eu fiz...vocês ainda me perguntam! Gente, ele era um príncipe, e eu não ia perder a oportunidade de ser a princesa da vida dele, é claro!!!
Ah, vale a pena dizer que naquele tempo era o rapaz que dava em cima das meninas, viu! Na Bíblia isto fica bem claro, sabiam? As únicas mulheres que davam em cima dos homens eram as prostitutas, sinto dizer isto. Confiram!
Eu tenho os argumentos bíblicos para esta afirmação, podem crer.
Até que enfim consegui terminar este episódio do começo do nosso namoro, ufa!
Cansei, até amanhã, gente!
AAAAAAAH, resolvi mudar minha despedida, sim, sim, sim. Porque toda vez que falo boa noite, uns engraçadinhos de plantão, lembram da tal brincadeira...  e vocês agora também, né? Então para que não fiquem querendo sempre fazer graça comigo... me zuando mesmo,

Bye!
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8º dia 




 “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Jeremias)


 Hoje é o dia que a mídia, o comércio resolveu chamar de: Dia dos namorados. 
Hoje é  um  daqueles dias em que posso, especialmente trazer muito boas, e  até românticas recordações, do homem a quem Deus me deu como marido. Eu creio que Deus me abençoou com um marido romântico... Estou falando do homem que nasceu no coração de Deus, para ser meu marido; com quem namorei, e casei, e que viveu como tal, até que a desobediência entrasse no nosso jardim. Já até falei um pouco sobre isso, lembra?
Ah, ele sempre foi romântico...inegavelmente romântico!
Pois é, “se recordar é viver”, como já disse o poeta. E “eu quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança” e não me deixar esquecer tempos tão preciosos.
Ele sempre gostou de me dar flores, especialmente, rosas; e uma caixa de balas que tinha "a roupa azul com bolinhas brancas", gostosíiiiiiiiissimaaaaaasssssss! Como é mesmo o nome, hein? Gente, não consigo lembrar...!  Eu sei que é um nome... Ah, deixa pra lá, não sei, não! Mas tudo bem... Essas balas eram caras, quer dizer são, porque elas ainda existem. E ele sabia o quanto eu era apaixonada por elas. 
Ele era mesmo um namorado encantador...! Ele gostava de cantar pra mim músicas antigas, me lembro especialmente de uma: “Tu és divina e majestosa... estátua do amor por Deus esculturada...” E por ai vai... quando ele queria me homenagear a sós ele se punha a cantar essa música e outras músicas do mesmo cantor... canções românticas, mas inteligentes, nada de fossa, nada disso, só coisa boa.
Até me lembro que uma vez ele compôs uma música em minha homenagem, mas isso foi muito tempo depois do nosso tempo de namoro, e do começo do casamento. Havíamos saído de uma situação muito difícil... É mesmo, eu havia esquecido disso! Nem sei onde foi parar essa letra! Bem, isso aconteceu em um outro tempo, é passado também, mas... um dia, ainda foi escrever sobre esse tempo. Tempo quando Deus e, não qualquer outro poderia, realizou o que seria impossível no nosso casamento...Quando recordo, parece até que foi um sonho o final daquela história. Olha, este foi um bom dia para trazer este tempo passado á minha memória, sabiam?
HUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMM!
Ih... gente desculpa! É que fiquei aqui pensando se contava agora ou não...mas não, é só para trazer à minha memória aquilo que pode me dar esperança, neste exato momento... Outro dia escrevo sobre isso, tá?
Voltando então à história...
Ele me dizia coisas lindas, me dava presentes com tanta alegria, aliás, esse homem segundo o coração de Deus para minha vida, era um galanteador como poucos!
Mas ele não era romântico só em ocasiões assim, não! Era sempre. Nunca foi pão duro, não ele.  Até porque isso não combina com romantismo, né?
Lembro-me, que num dia dos namorados, ele me deu um lindo casacão de veludo azul-marinho, super na moda. O dia dos namorados fica bem perto do começo do inverno, não é? Pra mim, a estação mais chique que tem, e é a mais fria também. Assim o tal casaco veio na hora certa, todos precisavam ver a carinha do meu namorado! Aquela carinha de criança quando ganha um lindo presente, sabe como...? Era como se ele, tivesse ganho um rico presente, e Jesus já dizia, “melhor coisa é dar do que receber.” Foi assim mesmo! Ele estava todo prosa porque eu ficaria linda, estaria na moda... Um amigo dele havia ido a Argentina e ele lhe pediu que trouxesse este casaco para me dar de presente.
Ninguém por perto tinha um casacão como aquele, era muito chique como a estação do inverno, que é chique porque podemos vestir roupas mais cheias de detalhes, com tecidos e modelos que nos deixam elegantes. E naquela época eu já vestia roupas mais bem compostas, e depois eu percebi que era muito mais elegante, do que vestir mini-saia e mini-vestido.
Todas as vezes que ele me dava presentes seus olhos brilhavam como o brilho das estrelas!
Ao lado dele eu me sentia amada, valorizada... uma mulher plena. Depois que nos casamos, eu me recordo, que todas as vezes que íamos ao supermercado, ele não queria que eu fizesse nenhum esforço. Assim ele se empenhava para que eu me divertisse, enquanto ele apanhava as coisas. Eu só desfilava ao lado daquele homem tão romântico. Ele dizia que homem era para fazer o serviço pesado e complicado, porque homem tinha que sofrer, imagina!
Como Deus o usou para que eu pudesse superar os complexos que eu tinha, ele só me botava pra cima, pois era um otimista. Eu também, sempre gostei de colocá-lo para cima. Ele sempre queria que eu desfrutasse de tudo que era bom, tudo que fosse certo, honesto, e que Deus aprovasse.
Sempre foi bom estar ao lado dele! Isso era melhor do que qualquer presente!
Eu posso dizer que ele se dava por mim, antes mesmo que tivéssemos casado, era uma característica sua, bem coisa da figura do homem, ser o cabeça.Depois de casado ainda foi melhor, acreditem!
Acabo de descobrir o que é ser verdadeiramente romântico! É algo que sai das entranhas, e foi Deus quem criou o romantismo, gente! Sabe por quê? Porque Deus, em Jesus se deu por todos nós, mas só aqueles que nele creem, desfrutam desta vida. 
Cantares de Salomão é um livro tão romântico! Ali o rei Salomão retratava este paralelo entre Jesus e igreja - marido e mulher. É linda esta figura espiritual! Tem gente que afirma que é a história de um casal mesmo, e só. Eu não creio assim. 
Jesus veio ao mundo, se esvaziou de si mesmo, da vida que tinha com o Pai no céu, aleluia! Para que nós pudéssemos ter a Sua vida, isso é tremendo, é  algo espiritual, mas que trás plenitude até ao nosso corpo, à nossa alma; Ele se deu por nós, por ser Ele, o cabeça da igreja; Assim deve ser o marido, isso é muito romântico, para nós mulheres, mas uma grande responsabilidade para eles. Ser igual a Jesus.
Que coisa!!!! Alguém que leia isso que acabei de escrever pode perguntar o que isso tem a haver com romantismo? Pois é, tudo! Foi por isso que o Espírito de Cristo falou pela boca de Paulo: “Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a igreja e se entregou por ela.” Eta Deus romântico! O romantismo faz parte da natureza de Deus, aleluia! Por isso que nele tudo é perfeito e é aperfeiçoado....
Que isso, povo! Viu, que coisa tremenda! Que revelação!
Gente, como eu precisava trazer estas coisas hoje à minha memória...! 
Ele estava sempre, cuidando para que tudo estivesse bem pra mim, dentro de suas limitações, é claro, antes e depois que nos casamos. Nossos filhos eram também protegidos por ele. Todas as vezes que tínhamos que fazer qualquer coisa, como viagem, obra em casa, eu não me preocupava, porque sempre o mais pesado, o mais difícil, o mais complicado era para ele. Eu não me preocupava porque ele estava ali bem perto de nós. Tudo parecia muito fácil, mágico. Era a representação do homem que Deus colocou no Jardim do Éden, antes do pecado...e que em Cristo foi recriado depois. Fico imaginando como Adão era romântico! Tudo era perfeito naquele lugar mágico, né?
Ai me vem à mente outros homens da bíblia que também foram românticos: Abraão, Isaque, Jacó, Josué, Boás, Elcana, Davi, Assuero, sabe porque eles eram românticos? Porque eles eram obedientes ao propósito de Deus para o homem com relação à mulher, e cuidaram do bem estar de suas esposas, como bons cabeças que eram. Até Jó foi um homem romântico.  Era ele quem cuidava do sacerdócio da família, cuidando espiritualmente dos filhos e não a esposa; e depois quando a provação vem sobre sua família em meio aos resmungos e desprezo da esposa, ele lhe chama a atenção sobre o que ela disse, mas depois ele fica calado, e podemos observar que ele se deu por ela. Ele não a acusa de nada. Ele acusa os amigos, mas não ela. Vocês já observaram isto? Junto com ela, depois, tudo lhes é restituído.
Ah, eu poderia ficar aqui, horas falando do romantismo do homem que Deus sonhou, preparou e me deu pra ser meu marido...
Eu sempre o valorizei, sempre o encorajei... gostava de lhe fazer elogios sinceros, e quando enfrentávamos qualquer dificuldade, me colocava do lado dele para animá-lo nessas horas. Afinal  de contas, éramos os melhores amigos um do outro. 
Aprendi a ser otimista com ele; aprendi a me dar pelas pessoas, aprendi a ser humilde e a perdoar com ele... embora, essa prática eu visse, também, na vida da minha mãe, e de outras pessoas que fizeram parte da minha vida.
Por tudo isso, esse dia me faz recordar desse homem tão romântico que Deus me deu...
Cada hora que penso em terminar por hoje o meu registro, me vem à memória outros lances interessantes desse meu marido que estou a procurar...
Depois eu conto quando ele viajou, pela 1ª vez sozinho,  ficamos, eu e nossos filhinhos sozinhos por 40 (quarenta) dias, que dias intermináveis aqueles... como ele foi romântico no dia em que comemoramos aniversário de casamento e,  ele de longe preparou uma surpresa para mim, ohhhhhh!
Etá, como escrevi... cansei, deixa eu parar por aqui!
 Como hoje é o dia dos namorados, eu vou lhe presentear com uma brincadeira, querido! Adivinha qual?
Não, pode deixar, eu apago a luz, sem que seja preciso eu perder na tal brincadeira, tá? Mas, vai que, logo hoje eu ganhe! Assim nem vou poder lhe dar um presente... então deixa, eu apago, já disse!

 Pronto, apaguei...boa noite!

Até amanhã! 


9º dia  



“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” (Jeremias)
  Chegou o grande dia! O dia do nosso casamento. Aquela semana parecia interminável! 
Nosso casamento seria no templo na nossa igreja.
Tudo estava pronto, é claro. Fui bem cedo ao salão fazer o penteado e fazer as unhas. Era muito longe porque a mamãe, achava que os salões de perto da minha casa não fariam um bom trabalho. Ela queria que eu ficasse impecável, então fui a um super salão de beleza. Uma amiga foi à minha casa para me maquiar.
Fazia muito calor, e eu estava desmanchando. 
Meu noivo, havia conseguido um lindíssimo carro para levá-lo até a igreja. O meu tio ia me levar no carro antigo super lindo que ele pegou emprestado. 
Naquela época as pessoas não tinham tanto luxo com casamento como hoje. Não haviam empresas para fazer isso, nem nada muito especializado.
A cerimônia estava marcada para 19:00 horas, mas só começou às 20:00, era um calor daqueles...
Meu vestido era daqueles,  bem tradicional, . Um lindo e longo véu. Eu parecia uma linda princesa
Quando cheguei, o templo estava cheio, muito cheio. 
Meu lindo papai entrou comigo, todo imponente como ele sempre foi. E lá, bem na frente estava o meu amor. Lindo, de terno azul marinho e branco. Eu não via ninguém, só ele. Seus olhos brilhavam, era algo notório. Quando ia me aproximando ele deu aquela piscada de olhos penetrante que sempre dava, eu até já mencionei isso, outro dia. Ninguém fazia isso como ele. Ele pegou na minha mão e beijou, outra coisa que mexia comigo era quando ele beijava as minhas mãos...uiiiiiiiii! 
Que coisa boa... Lá estávamos nós dois, parecia que não havia ninguém ali. Afinal de contas aquele era o nosso momento.
A cerimônia corria, como a maioria das cerimônias de casamento. Não me recordo como foi a cerimônia, não! Nem reparei muito em como estava a decoração, na verdade  a igreja estava tão cheia que nem, deu para reparar ... Não sei bem, até porque, pra mim  tudo era apenas um detalhe. O que nos importava era estarmos selando o nosso amor ali, bem diante de pessoas tão queridas, que nos amavam, e diante do nosso Deus. Sabíamos que Ele, aprovava a nossa união.
Naquele tempo não havia o costume ainda de noivos cantarem na sua própria cerimônia de casamento, eu fui pioneira em fazer isso, pelo menos nunca havíamos visto isso acontecer,  no nosso bairro, e com as pessoas que nós conhecíamos. Tanto que todos ficaram surpresos, principalmente o meu amado, porque ele não sabia de nada... quando comecei a cantar, ouvimos  o: Ó, Ó, Ó, Ó, de todos ali presentes! E os olhos do homem segundo o coração de Deus para mim, estavam marejados de lágrimas. As lágrimas chegaram a cair dos olhos de maneira bem suave e deu pra sentir seu suspiro de homem apaixonado...
Não me lembro de muita coisa da cerimônia, mas isso marcou minhas recordações; como também, a hora em que ele disse sim, segurando em minhas mãos, que eu achava linda, com as suas mãos que eram fortes, elas me passavam segurança, apontavam para o fato de que aquele homem, que era minha cabeça, cuidaria bem de mim com amor e muito carinho; cuidaria bem da família que estava começando bem ali.
Ali se cumpriu:
"Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher e serão os dois uma só carne."
E ai...foi a noite e o dia do começo de tudo...
Inclusive a tal brincadeira...Tum!!!!!
Hum...boa noite!!!

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 “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

 Entre idas e vindas, neste meu diário, tenho me alegrado com tantos detalhes que haviam ficado esquecidos bem dentro de mim.
Era final de ano e eu, estava grávida da nossa 1ª filha. Meu marido era diferente até nisso, dos outros homens. Normalmente os homens desejam que seu 1º filho seja homem, não ele. 
Naquela época, ainda não existia o exame de ultrasonografia. Só ficávamos sabendo o sexo do bebê, na hora de nascer , algumas vezes se acertava, fazendo conjecturas de acordo com o tipo de barriga da grávida. Alguns médicos arriscavam seus palpites baseados no mês provável da concepção e do mês em que a criança completaria o tempo de gestação, eles faziam umas contas meio doidas e, alguns mais experientes, até acertavam, mas tudo isso não passava de especulação...
Bem, eu não tinha uma preferência, mas combinamos que, se fosse menino eu colocaria o nome, mas se fosse menina ele daria o nome. 
Eram nomes que sempre pensamos em dar, porque já gostávamos muito antes de nos conhecer, como quase todo mundo. Gostávamos de determinados nomes e quando conversávamos, planejando os filhos, já sabíamos qual o gosto de cada um. 
Mas, de volta  à história que trouxe a nossa filhinha primogênita... no dia em que fui para o hospital, que aliás foram duas: uma alarme falso, coisas de marinheiro de 1ª viagem, sabe como é que é, né? Eu nem tinha  barriga de grávida, quando foi pra valer, muito menos de quem estava no 9 º mês de gravidez. Fui para o hospital, porque tinha perdido sangue e morávamos muito distante da maternidade. Não tínhamos carro, era umas 5:00 da manhã, e nossa casa ficava muito longe da maternidade onde havia feito meu pré-natal. Decidimos que ir era o melhor. Quando lá chegamos, era umas 8:00 horas da manhã, pois é, eu disse que ficava longe de nossa casa, eu disse. Eu estava em trabalho de parto, mas não sentia nenhuma contração. O médico falou que demoraria ainda, seria lá para o fim da tarde, porque só estava começando. Assim, eu disse ao meu marido que fosse trabalhar, porque ele tinha muita coisa para resolver na firma. 
Eu só tive a criança as 16:00 horas. A enfermeira de plantão havia ficado com o nº do telefone do trabalho dele. Ela correu para o telefone a fim dar a grande nova: - Sua esposa já teve o bebê, é uma menina! Você pode imaginar alegria daquele pai, afinal de contas, era um menina seu desejo havia sido satisfeito. Deus, a quem ele amava e de quem se agradava de todo o coração, satisfez o seu desejo. Todos que conviviam com ele, testificava de como ele amava o Senhor! 
Ele se alegrou, comemorou. Saiu contando a  novidade para firma toda pelos corredores, sem se conter. Ele era muito querido, ouvido e respeitado por todos no trabalho.
É claro que ele saiu na mesma hora para ver seu rebento, e para se encontrar com a sua amada esposa, que lhe havia dado a tão desejada filha. A firma havia mandado que o seu motorista o levasse porque a maternidade era muito distante, também do trabalho dele.
Lá chegou ele, todo sorridente, trazendo um buquê de rosas nas mãos, o mais lindo buquê que eu já havia visto. Ele ficou muito emocionado ao me ver! Disse o quanto eu estava linda e da sua gratidão por ter lhe dado a filhinha que tanto ele desejava. 
A 1ª coisa que eu lhe disse foi que nunca mais queria ter filhos... mas ainda tive mais três gravidez. Mas nem foi tão ruim assim, eu tive ela com muita facilidade, o que foi difícil foi a saída da placenta, porque ela era tão pequenininha. Ela nasceu sem o peso adequado. Então, segundo os médicos ela não poderia sair da maternidade antes de pegar o peso mínimo normal de um bebê do sexo feminino.
Ah, mais ela era linda! Não, não é coisa de mãe coruja, não, gente! Ela era linda mesmo, não era magrinha porque seu tamanho também, era bem pouco. Por isso, mesmo sendo de pouco peso, ela tinha uma carinha cheinha, bochechas rosadinhas, era cabeluda, bem loirinha, parecia uma bonequinha!
Ali estávamos nós, babando pela nossa filhota tão esperada, o papai não se continha de alegria!
Dois dias depois, quando recebi alta, que dor senti por saber que teria que deixar minha princesa ali, não só eu, imagina, mas o papai, como eu, ficou com seu coração de pai já apaixonado por aquela coisinha mais linda e amada! Mas não tinha jeito, naquele tempo, era assim mesmo que era feito. Ela teria que ficar na incubadora para pegar peso e ficar forte. O pior que, como já disse, nossa casa era muito, mas muito longe mesmo da maternidade, e como seria para que eu pudesse ver minha filhinha? Eu queria era ficar com ela, mas não podia ficar, naquele tempo era tudo muito difícil para essas coisas de direito de paciente. Pensar na amamentação dela, meu leite secaria, porque não tinha como tirar o leite e levar pra ela. Ela ficaria ali, tão sozinha sem o calor dos meus braços, sem ser amamentada pela mamãe algo tão importante nesses primeiros dias de vida... enfim foi muito triste, deixar nossa pequenina, que dor!
Dói quando penso! Todas as mamães indo embora com o seu bebê, menos eu...
Lá fomos nós...as lágrimas vinham aos meus olhos, saiam da minha alma, e qual seria o consolo? Só o Espírito de Deus poderia me consolar! Meu marido resistia fortemente, porque ele era uma manteiga derretida...mas por causa de mim resistia.
Ao chegarmos em casa, como foi difícil ver as coisinhas dela preparadas com tanto amor e cuidado! Seu bercinho lindo, que foi dado por um dos tios. Suas roupinhas fofas, no armário. Tudo  me fazia lembrá-la. Sem falar do cheirinho dela que havia ficado nas minhas narinas! Ah, foi muito triste, dormir sem ela... eu ficava ali imaginando como a minha menininha estava, o que estaria sentindo. Será que estão cuidando dela? A impressão que eu tinha é de que havia abandonado minha filhinha. Ai me vinha o sentimento de que ela estava se sentindo rejeitada. 
Quantas vezes meu marido me pegou chorando segurando a suas roupinhas e parecia que querer chorar também, mas se segurava para que eu não sofresse mais ainda. As vezes quando eu acordava altas horas, percebia que ele não estava na cama. O encontrava chorando escondido de mim. Orávamos, então, para que o Senhor consolasse o nosso coração.
Ele me disse que iria lá vê-la todos os dias, porque o chefe dele havia colocado o carro com o motorista ao seu dispor para visitar nossa filha na maternidade enquanto ela estivesse internada. Não daria pra  vir me buscar porque era muito contra mão para ele vir da firma até em casa e depois ir até a maternidade. Um lugar era bem longe um do outro. Ele sabia que o fato dele ir, já deixava meu coração mais tranqüilo, porque assim não daria a impressão de que havíamos abandonado nossa filhinha.
Eu orava muito pedindo ao Senhor que a guardasse que a protegesse de todo o mal... porque eu temia que algo mais sério pudesse acontecer com ela, mas eu sabia que Ele cuidaria dela cada instante,  e é claro, muito melhor do que nós! Mas mãe é mãe, e coração de mãe costuma doer mais do que qualquer outro humano coração...
Naquela época tudo era ainda, difícil, sem telefone fixo, que era ainda artigo de luxo, que dirá celular, esse só existia nos filmes de ficção científica...!
Nós passamos  uns dias na casa dos meus pais, para que eu não ficasse tão triste, olhando para as coisas da nossa princesinha e para receber os cuidados do resguardo. Não me lembro, bem, mas me parece que nessa época meu pai estava sem carro, o que não era comum acontecer, isso tornava tudo mais difícil, já que nós também não tínhamos carro.
Três vezes por semana eu ia até lá, meu marido vinha me buscar com o carro da firma.
Foram dias intermináveis aqueles para nós. Eu não via a hora de segurar meu bebê nos braços e abraçá-la e senti-la no meu colo. Contamos os dias, as horas... que eternidade! Até que ele em casa dizendo que no dia seguinte ela teria alta, foram 21 dias longe da nossa primogênita...
Graças a Deus que aqueles dias de tristeza estava perto de acabar... "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer." Esta é a certeza de quem confia  e espera no Senhor. Ele não mente. 
Minha tristeza não era maior, também, porque meu amado fazia tudo para me agradar, para preencher o vazio da falta dela, porque afinal de contas ele também sentia a sua falta...
Outro dia escrevo como foi a chegada da nossa princesinha em casa, foi maravilhoso!
Até amanhã... Ah, não pensem que passamos toda a nossa vida brincando dessa tal brincadeira... “Tum”. Afinal de contas não dá para viver brincando o tempo todo, ainda mais depois que as crianças nasceram... Mas de vez em quando nós nos lembrávamos. Nós não, ele.
 Tchau, gente!

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11º Dia




“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

Hoje eu não estou muito boa para escrever, não!
Estou muito triste... Eu constatei que além de não saber onde está meu marido, meus filhos também não sabem onde está o pai deles... 
Nossa filha caçula esteve doente a semana toda passada e ele não sabe de nada... se ela precisa de alguma coisa. Em tempos normais isso nunca aconteceu, só as vezes que ele tomou a direção de Társis, assim como fez Jonas, lembram?
Tem um texto lá no livro de Jonas, que eu acho muito interessante, que diz assim: “Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis;...achou um navio que ia para Társis; pagou sua passagem e embarcou nele...para ir para longe da presença do Senhor.” (Jonas 1: 3)
Gente, quanta coisa tenho aprendido nestes últimos dias, vocês nem imaginam! Tenho que compartilhar isso aqui no meu diário, afinal de contas...
Segundo a palavra, o homem é o cabeça da família, o provedor, e o que ele tem feito a esse respeito? Nossa filha é responsabilidade minha também, mas segundo a palavra a responsabilidade maior é dele. Porque quando Deus criou o homem, ele disse que ele deveria cultivar e guardar o jardim, e a mulher ainda não havia sido formada. Só Adão-macho ouviu esta ordem da boca de Deus. A mulher só foi criada depois. Ela só soube destas ordens, pela boca do homem.
Ai a mulher, passou a ter a mesma missão do homem, é isso que quer dizer submissão: estar dentro da missão do outro. Deus colocou o macho para tomar conta de tudo o que era, estava e significava o jardim. Sabe o que isto quer dizer? O jardim representava a família de Adão, sua mulher, seus filhos. Ele precisava cultivar e guardar esse jardim, cultivar o amor, o carinho, as afetividades, o respeito, a honra, a vida de integridade da família. A mulher cuidaria junto com ele, por delegação. Então, foi ai, que ele se descuidou dela... Ela ficou fora da sua visão cuidadora, por isso foi presa fácil das astutas ciladas da serpente.  
De acordo com o que vemos registrado no novo testamento, todas as vezes que se fala da queda, ele, Adão ficou como o grande vilão da história da humanidade. Também, ele deixou de cultivar e guardar o jardim como deveria. Sempre aparece o nome dele e não dela, mesmo que a mulher só tenha recebido o nome Eva após a queda. (Gê 3:20) Por isso ele não tinha como deixá-la depois. Mesmo que ele mantivesse sua queixa diante de Deus, com a desculpa que arranjou quando o Senhor lhe perguntou onde sua mulher estava: “A mulher que tu me deste me deu do fruto e eu comi.” Esta é a desculpa dos que não cumprem o que Deus determinou para que se cumpra. Era como se Adão estivesse dizendo: Não quero mais esta família, esta mulher, não a amo mais depois de tudo o que ela fez: “A mulher que tu me destes...” É, eu sei que tu me destes, mas ela é a culpada do que estou passando hoje, porque sou infeliz, eu queria ter feito isso, aquilo... É, Deus sabe como é, né? A culpa foi dela. Por causa dela eu comi. Por causa dela eu tive que comer também. Por causa dela eu descumprir o que o Senhor projetou para que eu fizesse neste lugar e, té mesmo de lhe ser fiel!
Agora ela nem reage a tudo o que está acontecendo ela não fez nada, Senhor! Ainda colocou a culpa na serpente, imagina!!! Ai eu fiz sim...mas só porque ela fez isso e  não fez aquilo...
É tão mais fácil dar desculpas e arranjar outros culpados, não é?
Interessante que Deus não deu para Adão dois jardins...ele não tirou duas costelas dele, para que numa emergência ele pudesse fazer as sua escolha. Ele só faltou dizer: Nem tenho certeza de que, tu me deste esta mulher, mesmo! Por isso que ao homem Deus ordenou: “Marido, ame sua mulher.”, isso quer dizer então, que ele teria que agüentar a vida toda  aquela mulher que o “levou a pecar”. É Adão, não tem jeito para você, não. Agora ela é sua responsabilidade para o resto da sua vida. Você vai trabalhar dia e noite para sustentar sua mulher, de quem não cuidou.   Tudo porque ele deixou de cultivar... de guardar... que isso!
 Adão descuidou tanto do seu jardim que depois foi de abismo em abismo.
Ele se descuidou tanto da família, que seus filhos tiveram um trágico fim... Ele deve ter pensado, ah, meus filhos já são grandes, não precisam mais de mim! Então a tragédia se abateu sobre seus filhos: um assassinou o outro.
Adão se calou, se fechou em si mesmo. Ficou absorto com a sua infelicidade e se esqueceu de tudo! Esqueceu dos seus filhos...
Não foi sempre assim com Adão... não foi sempre assim com o homem que Deus colocou em minha vida...
Lá no começo, quando Deus nos colocou no nosso jardim, do meu marido e meu. Ele não se equivocou, ele nunca se equivoca. Nós é quem perdemos de vista os propósitos de Deus na nossa vida. Somos responsáveis diante de Deus.
 Deus havia sonhado, planejado, um verdadeiro pai para os filhos que eu e meu marido teríamos, com certeza. Ele sabia que aquele homem, ainda bem jovem quando nos casamos, tinha tudo para ser um bom marido, um bom pai...
Ih... passei do dia!!! Falei tanto, né?
Tudo bem, pessoal, que este é um diário de tempos passados, mas a medida que estou escrevendo estou aprendendo coisas que dizem respeito aos fatos vividos e tenho que anotar aqui tudo o que estou aprendendo, senão esqueço.
Comecei em um dia e terminei no outro, já é de madrugada! Demorei escrevendo, e agora já é um outro dia... então vou parar de escrever. E pensar que disse que não estava boa para escrever, imagina se estivesse, hein!
Hummmmmmmmm!
Não, eu não fiz “Tum”, gente!  Eu fiz, hummmmmm!
Só respirei fundo, só isso... o resto é coisa da mente de vocês...
Tchau, até daqui a pouco!




Eu disse ao meu marido: Querido, levanta, porque estou me sentindo mal, vamos nos levantar e nos preparar para ir . Ele continuou dormindo. Então me preparei, apanhei minha bolsa com tudo que precisaria, eu sempre deixava tudo pronto desde os sete meses. Sempre fui prevenida e organizada. Minha bolsa já estava toda pronta, só que, segundo a médica eu só teria o bebê do dia 12 de abril em diante, e ainda era 30 de março. Por isso ele achava que podia ser alarme falso igual aconteceu quando na primeira gravidez, lembram? Mas agora, era diferente, eu entendia muito de dor de parto...rsrsrs 
Então, ele se levantou, porque eu insisti. Foi até a padaria comprou pão e preparou o café, pois eu disse que não iria para a maternidade sem tomar café. Sabe –se lá que horas eu comeria naquele dia...!
Tomei meu café, enquanto ele arrumou a nossa princesinha, que estava toda feliz por saber que estava chegando a hora de seu irmãozinho ou irmãzinha nascer, (ainda não era comum a ultrasonografia, só em casos excepcionais, assim era algo muito caro) assim não sabíamos qual o sexo de nosso bebê. 
Nossa filha era uma menina muito esperta! Cheia de bondade, e graça, ela ficava com cuidados especiais comigo, como se fosse gente grande!
Nessa época nós já tínhamos um carro? Então, passamos onde minha mãe morava, e deixamos a nossa filhinha já com três aninhos, que estava toda alegre pelo que estava prestes a acontecer, o nascimento do nosso novo bebê.
Lá fomos nós para a maternidade , que era a mesma aonde nossa primeira filha nasceu.
Só que as dores apertaram e as contrações eram cada vez mais próximas uma da outra. Eu ia me segurando para que o bebê não nascesse dentro do carro, pois estava tudo muito acelerado. Cada vez que passávamos por um bairro meu marido, perguntava se eu queria ter o bebê num hospital naquele bairro? E eu não queria, só queria ter no lugar de costume, onde havia feito o pré-natal, é claro. Eu me segurava cada vez que as contrações vinham, e procurava não me esforçar muito... Enquanto isso, ia recitando versículos bíblicos e prendendo a repiração, como quem quisesse dificultar a aceleração do trabalho de parto. Ele dizia: - Eu posso parar o carro e fazer o seu parto aqui mesmo, quer? Ele ia brincando comigo pra me distrair.
Acabamos de entrar na maternidade e a médica, nem conseguiu dar o toque porque o bebê estava apressado mesmo. Não deu tempo para que eu fizesse qualquer preparação, colocasse roupa apropriada, de fazer nada mesmo...correram comigo pra a sala de parto e, a médica disse ao meu marido que ficasse ali porque a criança estava nascendo. 
Assim aconteceu, em menos de 15 minutos entre entrar no hospital e chegar até a sala de parto, nasceu. Que meninão lindo! Vocês não vão acreditar, mas meu marido torcia de novo por uma menina, mas quando viu aquele garotão, ficou encantado. Ele se apaixonou por ele... E quem não se apaixonava? Até hoje as pessoas são atraidas por sei jeito carismático de ser.
Estávamos de novo com um bebezinho nos braços... Que dias incríveis aqueles!
Era perfume de bebê para todos os lados de nossa casa...sempre gostamos de cherinho de bebê. Hum, que delícia!
Alegro-me muito ao falar a respeito dos meus filhos.
Nosso filhos foram gerados com muito amor. Eles eram esperados com grande alegria toda vez que ficávamos grávidos. Tudo era preparado com carinho para a chegada de cada um deles.
Eles cresceram ouvindo a palavra de Deus através do papai e da mamãe deles. Sempre os ensinávamos nas quatro paredes da nossa casa. 
Como mãe, sempre acho que fiz pouco por eles, acho que todas as mães pensam assim, não é mesmo? 
Quero fazer ainda mais, muito mais por eles. Uma coisa busquei fazer por meus filhos: Que eles conhecessem a palavra de Deus de modo prático, vivendo eu mesma, uma vida que honre ao Senhor e ao seu reino em todas as áreas. Que grande desafio! Eles sempre foram meu maior campo de trabalho no reino de Cristo. Eu sabia que eles eram eleitos de Deus, e gosto de pensar e falar como Paulo: "Tudo suporto por amor aos eleitos." Era assim que os via. 
O que sonhamos para os nossos filhos sempre foi que eles amassem a Deus sobre todas as coisas e, vivessem uma vida reta. Que fossem mulheres e homem que cresssem na palavra de Deus e vivessem plenamente o evangelho de Jesus Cristo. 
Esta tem sido minha súplica, meu clamor diário por eles. Glorifico ao Senhor porque eles têm vivido até hoje, que já estão criados, como filhos e servos obedientes ao Deus que os salvou. É claro que nem sempre foi algo fácil. 
Eles sabem que podem confiar que o nosso Deus é maior que tudo. Eles têm visto na experiência da família, que já passou por vários e sérios ataques do inimigo, a grandeza, o amor, o poder e a sua fidelidade. 
Esta é a minha maior realização, ver que meus filhos têm crescido na graça e no conhecimento de Cristo. 
Todas as vezes que me recordo deles, desde pequenos, penso em como fomos premiados... Choro de alegria por ter estes filhos que têm buscado agradar a Deus. Vocês nem podem imaginar como eles são especiais!
Quero chegar diante do Pai no final de tudo e apresentar meus filhos e dizer: Eis aqui os filhos que me deste, nenhum deles se perdeu! 
Para isso tenho estado dia a dia diante dEle, por suas vidas.
Obrigada, Senhor pela vida dos meus filhos, pelos tesouros que me destes!
Não dá pra prosseguir escrevendo... não consigo conter as lágrimas ao recordar o que Deus tem feito na vida dos meus amados filhos.
Amanhã eu prossigo...
Boa noite!
...A luz, já está apagada, ainda bem.


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13º Dia


             "Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”



Um certo dia, eu, a minha nora e meu filho fomos passear. Na verdade, fomos fazer uma pesquisa de preços de mercadorias, porque eles estavam pensando em abrir um mini-mercado. Assim unimos o útil ao agradável, foi bem divertido nós três juntos! Mesmo que tenhamos andado tanto... mas foi muito bom!
Fomos de ônibus, e na hora de descer o meu filho desceu na frente da sua esposa, sem se preocupar com ela na hora de descer. Então eu o chamei e lhe disse que não deveria agir assim, e que desse, sempre a mão para ela quando descesse do ônibus para que o fizesse em segurança. Ao que ele argumentou dizendo: - Mas ela não precisava não é querida? Ela não está passando mal e, também, não se importa com isso. Ela, então mais do que depressa, sugeriu que o marido de uma colega, abre sempre a porta do carro, para que ela desça. Significando, assim, que ela gostaria que ele fizesse isso, também, segurando suas mãos quando descesse do ônibus.
Eu lhe mostrei a necessidade do homem em toda a situação cuidar da esposa para que ela se sinta protegida.
Relembrei o  cuidado sempre especial  do meu marido comigo e sua atenção constante. Eu passei a ser, realmente como uma costela que faz parte do corpo.
Falei ao meu filho, como seu pai, o homem segundo o coração de Deus pra minha vida, sempre me tratava como se dando por mim, e ele afirmou que sabia disso. Já tenho escrito sobre isso, nesse meu diário.
Entendo melhor agora, o porquê ter Deus tirado apenas uma costela do homem e não duas três ou mais do que isso. Devido a ser seu corpo, como esse homem ficaria faltando-lhe mais do que uma costela? E, segundo estudos da anatomia, o homem tem uma costela a menos do que a mulher. E como o homem poderia ter o corpo sustentado se fosse mais de uma costela que Deus tivesse tirado? Isso acaba com qualquer possibilidade de um novo casamento, a não ser o caso de viuvez, e Deus usa essa exata justificativa quando menciona isso em Romanos 7, sendo assim, esse novo casamento, seria exatamente fruto da rebeldia do ser humano.
Assim, o homem precisa ser para sua esposa, como Jesus é para sua igreja, aquele que zela, cuida, porque é seu corpo. A costela é feita de osso e carne, não é? Em cada partícula, em cada célula, em cada perezinha por mwnor que seja, ali está seu DNA. Então, sua esposa, sendo sua  costela, é algo inerente a si, não pode ser tirado.Cada pedaço da esposa de um marido corre sua própria essência, assim como Deus nos fez, da sua essência. Por isso a esposa é para o marido, como a igreja, é para Cristo, seu corpo intransferível e a quem ele sustenta, cuida e guarda.
Naquele momento em que falei aquilo para meu filho, entendi, o porquê de ter o marido que cuidar bem da esposa: “Esta é afinal, osso do meu osso e carne da minha carne...” Foi Adão quem disse isto e não Deus. Ele constatou esse fato irrefutável, quando Deus transformou a costela em uma, apenas uma mulher e a trouxe ao homem. Fiquei impressionada com a descoberta de Adão! Ele descobriu que a mulher era ele mesmo. Quem primeiro deu a luz entre os seres criados, foi um homem, e de cesariana, vocês já haviam pensado nisto?Entendi, então,  o que Paulo queria dizer quando declarou como boca de Deus: “... assim, também, os maridos, devem amar a sua mulher, como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque, ninguém jamais odiou a própria carne, antes a alimenta e dela cuida.” Porque se você ficar sem ela vai ficar sem você mesmo... Meu marido sempre foi assim comigo, mas o que ele fazia era ser obediente ao que Deus estabeleceu em sua palavra. Ele foi preparado pelo Senhor, que o fez, como foi com Adão, com um exato lugar onde eu me encaixaria como sua costela. Enquanto ele obedeceu a palavra ele foi feliz.
Adão falhou com Eva na hora em que apareceu a serpente, ele tinha que ir no lugar dela, representá-la, saber o que aquela coisa queria com sua carne e osso, com seu corpo. Muitos maridos estão entregando suas mulheres à serpente. Lá em Gênesis está escrito que a mulher tomou do fruto, comeu  e deu para seu marido e ele comeu, não foi algo que ocorreu depois. Foi algo que aconteceu na seqüência. Adão estava presente ali, mas desapercebido. Não tomou conta de sua mulher.Não se impôs como cabeça, como aquele que recebeu a função de cuidadr dela.
Vejo isso como um verdadeiro sacerdócio, o marido é como um sacerdote da mulher. Como sacerdote meu marido e todos os maridos foram chamados, separados, e preparados de antemão, para toda boa obra. Preparado por Deus para ser o marido segundo o Seu coração para cada mulher. Ser marido exige sacrifício como foi com Jesus pela igreja. Pena que alguns nunca assimilaram isso. Meu marido tinha esse coração de servo obediente, mas ficou desapercebido da sua função com o passar do tempo. E se você quer saber eu sempre me submeti a esse sacerdócio dele, com muito prazer e singeleza de coração. Eu amo esta grande ideia de Deus de ter feito a mulher como parte mais frágil, com características exatas para a sua função de ser submissa, estar dentro da missão do homem. Pra mim isso é tudo de bom, mulherada!!!
A cada macho, Deus só deu uma fêmea, porque será, hein? Em toda a criação, mas, principalmente, entre os humanos. Para que o cuidado que se deve ter, fosse possível. Nós só temos um corpo, assim como Jesus, que só tem um, a igreja.
Naquele momento não disse todas essas coisas que escrevi aqui ao meu filho e minha nora, até porque estávamos na rua... só depois, entendi melhor a respeito dessas coisas. Elas foram vindo à minha mente como revelação enquanto pensava na extensão das verdades bíblicas sobre tudo isso.
Deus deu o certo marido para cada mulher que é a medida exata do seu lado. Ele fez isso de antemão, me deu aquele marido de antemão, que foi aperfeiçoado em Cristo Jesus, para cuidar de mim: quando eu ficava triste; quando eu estava cansada, quando eu ficava doente, eu tinha tudo na mãozinha, que não foram poucas às vezes; na gravidez, nos resguardos, quando fiquei longe dos meus pais; quando fiquei longe da minha filhinha ao nascer; quando perdi um outro bebê; em dias de mudança ou de reforma em nossa casa, eu sabia que tudo daria certo; quando tinha que cuidar das crianças pela madrugada, nunca o fazia só; quando a nossa filha mais velha quase morreu aos dois anos de idade, porque o tanque de roupa caiu sobre sua cabeça, ele agia em tudo. Ele tornava tudo mais fácil para mim.
Foi assim que entendi, a respeito de  que boas obras são essas que Paulo falou, não só de modo geral, mas especificamente para cada de nós, na função para a qual fomos criados. Não só para os maridos, mas também a respeito da esposa, só que agora estou falando sobre marido... 
Assim como Deus trouxe a mulher para Adão, então agora, quando Deus continua a trazer cada mulher para o respectivo homem, todo aquele ritual se renova. Cada mulher é transformada em carne de sua carne e osso do seu osso. 
Compreendi que, toda vez que meu marido cuidava com zelo de mim era ele declarando que Deus havia me feito para ele: esta é agora carne da minha carne e osso do meu osso, seu próprio corpo. 
Para que um marido viva bem, para que ele seja feliz, ele precisa cuidar bem de sua esposa, ele precisa renunciar a si mesmo. E tudo isso resulta numa família feliz.
Então o meu filho, aprendeu, rapidamente o que eu lhe ensinei, usei o bom testemunho do seu pai. Minha nora ficou toda feliz, e passou a esperar que ele lhe desse a mão para que ela descesse em segurança do ônibus, mas não é que ele de vez em quando esquecia! Mas muito mais do que ter aprendido, naquele momento, com o exemplo do seu pai, está a verdade bíblica, de que o homem deve cuidar bem da mulher, porque é assim que ele cuida da própria carne, do seu próprio corpo, como Jesus cuida da sua igreja.
Ufa, quase que não consigo digitar esta página do meu diário...vocês não tem ideia como foi difícil chegar ao fim de mais este dia do meu diário.
Escrevi essa página, bem como quase todas as outras, desde o começo, sem muito ânimo, pois tenho estado cansada, gente! 
Ainda bem que consegui...ainda bem que vocês esqueceram toda  aquela brincadeira do começo. Ah, uma brincadeirinha pra animar!Cansada do jeito que estou não tem brincadeira que me anime..melhor esquecer!

Boa noite




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14º dia
“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

 Eu já contei a história de como a minha filha mais velha nasceu, o meu filho do meio, quer dizer, contei algumas coisas... ainda teria muitos outros detalhes, é claro. 
Minha vida foi marcada por momentos inigualáveis no meu casamento, mas também de momentos difíceis, como todos os casamentos. Só que esse diário não será usado para falar dos momentos difíceis e tristes, não. Pois como aconteceu com Jeremias, no seu livro de Lamentações, que fala de suas tristezas e lutas como alguém que viveu no limiar de um grande e terrível tempo de cativeiro. Naqueles dias difíceis, ele colocou tudo para fora. Chorou, se lamentou, traçou o retrato da tragédia que ele e toda a nação passou, ficou por algum tempo remoendo tudo aquilo. Chegou ao limite do desespero... Então resolveu parar e ,deixar pra trás aquelas lamentações, que só o estavam levando para a depressão, ele não ia suportar, é a impressão que temos. Fi em meio a toda esta experiência terrível que ele faz esta declaração marcante que tem servido para me direcionar neste diário.
Nossos três filhos foram gerados e nasceram debaixo de amor e de alegria. Eles são dádivas incomparáveis na nossa família. Sempre muito companheiros um do outro. Não me lembro de brigas entre eles. Eles sabiam andar lado a lado um com o outro. Eram parceiros em tudo. Brincavam horas sem se desentenderem, mas sobre isso falo outra hora. Hoje só quero lembrar como a nossa caçulinha foi gerada.
Na época em que o nosso filho do meio foi gerado e nasceu eu havia enfrentado uma situação adversa no relacionamento com o meu marido. Ali se abriu uma brecha que veio a gerar todo um tempo de altos e baixos no nosso casamento mais no futuro. Só hoje eu tenho a idéia exata de tudo o que aconteceu no mundo espiritual... Mas neste diário, eu só “vou trazer à memória o que pode me trazer esperança.”, exatamente igual a Jeremias, até porque não é outra a direção do Espírito. Não vou escrever nada menos do que isso agora.
Quando a nossa filha caçula foi gerada, eu me recordo, estávamos em Fortaleza. Fomos  convidados para dirigir uma série de conferências lá naquela linda cidade. Era mês de outubro se não estou enganada dia da semana do feriado do dia 12 de outubro. Partimos todos animados, éramos sempre muito dispostos para viajar. Não havia tempo ruim para nós. Nossas viagens eram emocionantes. Não nos desentendíamos, havia muito companheirismo entre nós. As crianças mesmo ainda tão pequenas cooperavam bastante. Que povinho alegre, nós, viu! Meus filhos sempre dizem como gostavam de viajar em família... Então a viagem foi espetacular. 
Passamos na casa de amigos, que moravam em Recife.
 Ficamos uns dias por lá. Revimos o pessoal, e aquela, também linda cidade. 
Aonde chegávamos era uma festa. O pessoal ficou muito feliz com nossa chegada. As crianças, filhos dos nossos amigos, então nem se fala, amaram! 
Naquela época aquele casal amigo nosso, não tinha carro e eles estavam passando um tremendo aperto financeiro e, ao contrário nós tínhamos uma vida bem confortável. E depois a igreja que havia nos convidado estava pagando todas as nossas despesas de viagem, podíamos gastar os nossos recursos ali com os nossos amigos. Podíamos desfrutar um pouco mais. Assim saíamos todos juntos no nosso carro para passearmos, naquela época andávamos com o carro cheio, as leis de trânsito não eram exigentes no nosso país. Foi muito bom!
Partimos para Fortaleza. Lá ficamos na casa do pastor,  nosso amigo de seminário, e pastor da igreja onde fomos fazer  a série de conferências. Tínhamos muita intimidade com eles, então nos sentimos em casa. A casa dele era muito boa e a família uma benção! 
Cada dia nós íamos à casa de família de irmãos para almoçar. Era cada casa mais linda e mais hospitaleira que a outra. Os irmãos nos tratavam com muita honra, muito amor.
As noites de conferências foram uma benção, poder puro. A igreja muito cheia da presença do Espírito. Os cultos ficavam cheios. Cada noite havia conversão e a igreja era edificada. Todas as manhãs bem cedo tinha culto de oração pelo trabalho. Eu fazia as ministrações nesses cultos. Estávamos vivendo dias de muita busca e entrega.
Nossos dois filhos encantavam a todos, porque eles eram crianças obedientes, agradáveis, descontraídas. Eles eram felizes... Glória a Deus!
Foi nesse clima todo. Nessa atmosfera extraordinária que a nossa filha mais nova fora  gerada...Tudo conspirava a nosso favor!
Ela foi a única que sabemos com certeza o local em que foi gerada, pois exato um mês depois, eu estava grávida.
Quantas recordações... Obrigada, Deus Espírito Santo, por me trazer essas lembranças à minha memória!
 Tudo que vivíamos era fruto da bondade e do amor sempiterno de Deus! “Sem Ele nada podemos fazer.” Isso é inquestionável!
Com certeza terei uma noite abençoada... 
Boa noite!
                  


                                                       
 15º Dia
                        

  “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.” 

Ontem estava contando um sonho que meu marido teve, lembram? Onde parei mesmo, hem?

Não me lembro muito bem tudo sobre o sonho, mas ele estava sendo perseguido por alguém, não sei se era um monstro, um demônio ou o que era, mas ele estava sendo aterrorizado.

Ele começou a correr para fugir e teve que se abrigar numa torre, mas quanto mais corria e ia pra cima da torre, o perseguidor se aproximava dele. E ele acabou ficando sem saída...

Então, sem ter como vencê-lo e já sem forças para continuar correndo, ele se lembrou da palavra de Deus. A Bíblia estava em suas mãos, ao que ele gritou mostrando a Bíblia: A palavra de Deus! A palavra de Deus! E o tal perseguidor saiu correndo e desapareceu. 
Então ele acordou gritando. Eu me lembro que o chamei, e ele acordou ainda falando: A palavra de Deus, a palavra de Deus! Ele estava como se estivesse muito cansado, ofegante mesmo.

Ali estava um homem que era destemido e ousado para pregar a palavra. Sempre, desde garoto, a família dele contava. Quando o conheci era assim mesmo que ele era. Tinha a intrepidez de um soldado valoroso, porque Deus era uma realidade em sua vida e ele era um servo obediente.

Muitas vezes havia manifestação demoníaca nas pessoas às quais ele estava pregando ou havia pregado a palavra. Algumas vezes nos cultos da igreja quando ele estava pregando, demônios se manifestavam.

Quantas vezes era chamado para expulsar os tais filhos das trevas, a maioria das vezes eu ia com ele. Algumas vezes os demônios diziam que o odiava porque ele ganhava os que o serviam, para Cristo. E ele sempre dizia: - Ainda bem que eles me odeiam, e expulsava-os das pessoas.

Uma certa vez, ele estava sentado junto com a congregação, se preparava para subir ao púlpito para pregar. Antes que o pastor o chamasse a subir, teve uma visão nítida de alguém entrar, como se fosse alguém de carne e osso, subir ao púlpito e apontar para ele e dizer que ainda o tiraria daquele lugar e o destruiria. Só que ele percebia que ninguém o via, então constatou que nada mais era que um demônio. Depois que deu o recado para o meu marido, saiu como entrou, dando um passo depois do outro como se fosse gente.
Só depois de algum tempo ele contou isso para mim.

Lembro-me do dia em que meu marido voltou de um “Encontro com Deus”. Ele havia ido a uma cidade bem distante de nossa casa. Já passava da meia noite. Eu o esperava, sentada no sofá da sala. Estava ali já há algumas horas conversando com Deus e intercedendo por ele. Quando ele chegou foi algo sobrenatural. Seu rosto resplandecia um brilho inigualável. Nunca o tinha visto assim antes. Naquele momento foi nítido o que vi, meu marido esteve com o Senhor. Fiquei atônita. Boquiaberta com o que estava vendo, sem saber o que dizer, como medo de o tocar com minhas mãos. Não conseguia falar uma só palavra. Ele disse: Nunca experimentei algo como o que aconteceu comigo nesses dias. Ele chorava e sorria ao mesmo tempo, efusivamente, e eu também.

Nem quis tomar logo um banho e nem comer coisas alguma. A viagem fora longa, mas ele precisava compartilhar comigo tudo o que era possível. Falou categoricamente: Você precisa ir a este encontro. Pensei em você o tempo todo, com o que vai acontecer contigo num lugar como aquele. Foi uma noite quase toda sem dormir. Nunca vou esquecer aquele dia!

No dia seguinte, todos os que o encontravam perguntavam o que tinha acontecido com ele, porque seu rosto estava tão cheio de brilho. Coisas incríveis começaram a ocorrer. Muitas pessoas na rua ao terem contado com ele, só em vê-lo sentiam o toque de Deus e começavam a chorar, ficavam impactados com o seu semblante que brilhava. Alguns que não conheciam Jesus na experiência pessoal, pediam que ele lhes falasse da Bíblia e que orasse por eles sem que qualquer palavra saísse da sua boca.

Naqueles dias muitos alcoólatras, prostitutas, famílias inteiras se renderam a Jesus, por seu intermédio. Foi um mover sobrenatural do Espírito de Deus na nossa vida!

“Estávamos como os que sonham”...

Foram dias inesquecíveis aqueles! 
Não, não foi mais um sonho e nem uma visão, foi real o que experimentamos.

“Quero trazer a memória aquilo que pode trazer esperança”, Deus está trabalhando, eu creio!!!

Hum... paz!







                                                       16º dia

“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”
                
 Ontem eu estava arrumando o meu quarto  e tive momentos com Deus inigualáveis. Algo tão intenso que parecia que estava em outra dimensão. Gosto muito de ficar trocando altos papos com Deus, enquanto faço as tarefas de casa, já tem mais de 20 anos que a minha intimidade com Deus  se aprofundou. Tem sido tremendo nossos bate-papos.
Neste tempo parecia que eu  estava num altar de sacrifícios, lugar de renúncia, lugar de morte, como Abraão e Sara quando entregaram Isaque...
Era como se Deus estivesse pedindo que eu entregasse o meu mais forte  Isaque, eu mesma.
Pois é, tudo veio à minha mente, quando o telefone tocou. Era a minha querida sogra. Ela me ligou para me dar os parabéns pelo meu aniversário, porque no dia não conseguiu falar comigo... a linha estava congestionada, (rsrsrs) Então ela me disse todas aquelas palavras que se diz pela passagem de aniversário de alguém, mas, é claro que mais muito, muito mais...
 Ela é muito especial para mim. Se eu não tivesse tido uma mãe como a que eu tenho e até não tivesse uma, ela supriria minhas carências de filha quando me casei. Assim eu posso dizer que sou uma sortuda, porque tenho duas mãezonas: uma de quem fui gerada e outra do coração que foi gerada de um casamento onde duas famílias se casaram, glória a Deus!
Isso me transportou para a minha infância. Eu até já contei de como eu me sentia no dia do meu aniversário...
  Ah, o que isso tem a haver com a minha infância? Tem que eu me lembrei do  que meu marido  sempre dizia, que vivíamos tão perto um do outro, na infância. Bairros bem próximos, muito perto mesmo, mas só nos encontramos muitos anos depois em um outro bairro, onde passamos a morar, em épocas bem diferentes um do outro.  Interessante que nos bairros onde moramos desde que nascemos até aos 9 anos, passamos por experiências iguais de transformações nos bairros, ou de situações de conflito nestes mesmos bairros.
Era como se eu viajasse no tempo... Recordei-me de uns sonhos que sempre eu tinha quando eu era ainda bem menina. Não sei se posso chamar isso de sonho, porque eu não estava dormindo, mas parecia uma visão. Eram cenas bem nítidas. Nessa visão, eu sempre, me via casada, e a figura do meu marido era nítida, e era a imagem do homem com quem  eu me casei. A visão tinha começo, meio e fim.  Nós vivíamos muito bem na vida de casados, por um tempo, exatamente como era, depois vinham tempos de lutas, e depois voltávamos a viver muito bem, como se fosse um filme com final feliz.
Eu nunca havia associado aquelas visões  com o meu casamento, porque era para mim apenas coisa de criança, mas era tudo tão claro, tão real.
 Eu agora sei que aquelas coisas não eram da minha cabeça, como eu pensava, mas era uma forma de Deus me preparar para o que aconteceria, era algo, não sei se eu poderia chamar de, profecia! Mas, até a sogra da tal visão era a mãe do meu marido mesmo...!
 Lembro-me bem que ele era um cristão, dedicado e se perdia em meio às suas brechas, eu chorava muito. Eu  via  filhos, não me lembro se eram parecidos com nossos filhos, isso não me lembro!Mas eles eram ainda pequenos quando a visão acontecia. No sonho, minha sogra morava com a gente, e sempre vinha com gestos e palavras abençoadoras, exatamente como é.  Esta tal visão se repetiu muitas vezes
Como nossa mente é...? Coisas tão de lá do fundo do baú da nossa mente, e só agora aflorou. Eu nunca falei sobre isso com ninguém, porque achava que não fazia sentido, considerava como coisa da minha cabeça de criança. Eu pensava então que aquilo eram... fantasias.
 Acreditem,  isso aconteceu, eu tive essas visões naquela  época da minha vida. Nem mesmo com o meu marido eu  compartilhei  sobre isso.
Depois enquanto, escrevia, veio à minha mente o que o meu cunhado havia dito para o meu marido, antes de começarmos a namorar, eu já contei pra vocês, estão lembrados? Sobre que, eu era a mulher da vida dele, e que se enchesse um grande estádio, não se acharia uma garota igual a mim. Agora sei, que ele estava se referindo, não ao fato de ser eu a tal, a melhor de todas, não, mas ao fato de ser eu, a mulher que Deus havia preparado para ele. A mulher que caminharia muitas, ou todas as milhas com ele. Aquelas palavras eram proféticas!
Naquela hora entendi tudo, pois tudo se encaixava...
Alguém poderia dizer que, Deus é fatalista. Então ele sabia e me deixou passar por tudo isso? Não, eu penso que o que ele fez foi me dar visões, para me ensinar no futuro e me preparar para que eu pudesse passar por aquela adversidade com inteireza de coração , guardando a fé e  a esperança, sabendo o que ele faria e o fim que aquilo teria, um final feliz. Na verdade, não estou querendo ensinar nada sobre isso que compartilhei aqui. Só o que fiz foi fazer este registro que veio em minha lembrança.
Eu não compreendia esse negócio de profecia, nem de batalha espiritual. Naquela época não se pregava sobre essas coisas na igreja.
Na verdade eu não sabia muita coisa, eu era uma mulher casada, mas era jovem e sempre fui muito ingênua e tímida.
Recordo-me do dia em que meu marido teve um sonho interessante. O pai dele estava construindo uma casa  num lugar afastado da cidade. Fomos até lá para ajudar, meu marido sempre gostou de ajudar naquilo que podia e sabia fazer em construção. Fomos todos lá de casa, nós dois e as crianças. A minha sogra também estava. À noite, enquanto dormíamos, todos no mesmo quarto, porque estava tudo em obras e só havia mais ou menos um pronto, meu marido altas horas gritou:
-A palavra de Deus! A palavra de Deus!
Todos acordamos com os gritos. Então ele nos contou o sonho de que havia ocorrido uma batalha espiritual, em que ele estava correndo de um demônio que queria destruí-lo...
 Á, não vou continuar  a contar mais hoje não! Jjá está muito tarde.. Amanhã. eu continuo!
Boa noite... Será que vou sonhar?
Bons sonhos!





                                    


                                                                  17º Dia

 "Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança."
Estive dormindo de ontem pra hoje na casa do  meu filho e da minha nora, filhos abençoados. Foi muito bom! Minha nora é um encanto e me trata com muito carinho. Glorifico a Deus por ter me dado filhos, nora e genro tão amorosos...
Sou uma felizarda! Deus é muito bom, como cuida dos seus!
Ah, e os amigos que Deus me deu? Por falar em amigos...quantos amigos tenho que são mais chegados que irmãos!  Hoje é o dia do aniversário de um grande amigo. Acabei de lhe enviar uma mensagem felicitando pelo dia especial.
Isso me fez lembrar,  de como nossa casa, sempre, foi cheia de irmãos e amigos que se tornaram mais chegados que irmãos...
O Júlio é uma dessas pessoas. Recordo-me como ele era achegado a nós. Ele sempre foi um grande amigo, verdadeiro companheiro do meu marido, nosso na verdade. Em muitas ocasiões em que precisamos de muita ajuda, lá estava ele. Por exemplo, na construção da nossa casa. Normalmente, meu marido passava de sexta-feira à noite até domingo, trabalhando na obra da nossa casa. Porque todas as casas que tivemos eram feitas pelas hábeis mãos do meu marido. E lá estava o Júlio, forte, corajoso, trabalhador, pau pra toda obra. Eu lembro na noite de natal em que meu marido virou a noite no pesado e o Júlio ficou com ele. Ele era mais chegado que os irmãos de sangue nessas horas, até porque eles não sabiam fazer esse tipo de serviço. Ele estava sempre por perto, ele ainda era solteiro o que facilitava, ainda mais sua presença quase ininterrupta nessas ocasiões. Ele só não aparecia para nos ajudar, se tivesse um compromisso inadiável.
Não só o Júlio, mas seu irmão, o Marcos, também era um tipo de amigo assim. Na verdade tivemos muitos bons amigos, amigos pra valer. Até mesmo alguns que não tinham tal habilidade, aparecia por lá para de alguma forma ajudar-nos.
Depois que nossa casa ficou no ponto de entrar, ou mais ou menos no ponto, vivíamos com a casa cheia, mesmo sem muita comodidade. Mas nosso coração era sempre pronto em receber os amigos. Nossa casa era um lugar em que as pessoas se sentiam bem. Era o que eles nos diziam e o que parecia, pois ninguém tem prazer em ir aonde não é bem recebido, não é mesmo?
Logo que nos mudamos eu engravidei da minha filha mais velha, e precisamos dar um jeito melhor na casa, ainda muito precária, no esqueleto, para recebê-la. Lá estava o Júlio conosco, nos apoiando com seus préstimos de amigo pra todas as horas. Nossa filha nasceu e, parte da história do seu nascimento já escrevi nesse meu diário.
Um dia, num espaço bem curto, em que nossa filhinha havia acabado de chegar da maternidade, e tínhamos que lhe dedicar cuidados especiais, pelo fato de ter ela nascido com peso abaixo do normal; o nosso grande amigo, agora precisava do nosso socorro também. Ele havia quebrado a perna, ou os pés, não me lembro bem, e não podia se locomover muito. Ele morava num bairro próximo. Era um lugar sem calçamento, por isso tinha muita lama. Ele estava servindo o exército nessa época. E quando aconteceu isso o bairro ficou intransitável, devido a muitas chuvas. Não havia nenhuma possibilidade de ir para casa, e precisava se locomover, mas como o faria diante dessas circunstâncias. Assim ele nos pediu se poderia ficar em nossa casa até que, as condições da estrada estivessem melhores e quea perna estivesse sanada.
Não sabíamos o que fazer, pois o nosso amigo precisaria de cuidados especiais e eu ainda estava de resguardo e a nossa filhota precisava de muita atenção. Meu marido expôs a situação que ele conhecia bem...e com muita dor no coração, não pudemos atender aquele tão querido amigo em suas necessidades, naquele momento.  
Ficamos bem tristes por isso, e nem me recordo como ele conseguiu resolver o problema, mas o Júlio, entendeu e concordou que não teria como o ajudarmos naquele momento. Até porque,  ele sabia que sempre nos esforçávamos para ajudar a todos que precisavam de nós, mesmo quando não eram amigos tão chegados como ele.
Sempre tivemos muitos, muitos amigos mais chegados que um irmão.
Quantas vezes dividimos o espaço físico da nossa casa com amigos e parentes que passaram por dificuldades com casa para morar. Quantos encontravam apoio e refúgio em nossa casa... Perco até as contas agora. Graças a Deus sempre fomos praticantes de hospedar amigos, e até estranhos, é verdade! Isso sem contar que a nossa casa ficava cheia de pessoas da família e amigos que vinham passar o fim de semana e feriados conosco. Eram festinhas, almoços, lanches... Madrugadas de oração, de discipulado; assistindo filmes; batendo papos...
Nossa casa era cheia de fartura: alegria, diversão, louvor, oração, paz, amizade, comida boa, companheirismo... Verdadeira felicidade! Glória a Deus!
Que bom poder ter coisas tão especiais para recordar...!
Tudo isso só era possível porque estávamos em Cristo. Nossa casa era um pedacinho do céu! Quem ia lá, se sentia bem acolhido, porque o Espírito de Deus,  habitava lá!
Até as pessoas que não eram cristãs, e que mal nos conheciam ao entrar em nossa casa nos falavam de como sentiam a paz ali.
Oh! Que bom!
Hummm, depois dessas tão lindas recordações, só uma boa noite de sono...
Então, boa noite!
E a brincadeira, hein, ficou pra trás, né? Ainda bem que ninguém mais se lembra do...Tum! Mas deixa pra lá, quem quiser saber tem que reler todo o diário desde o começo...
Fuiiiii!

Denise
                      




                                       18º Dia
                                                                    
“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

Meus três filhos, foram gerados em um intervalo de quatro em quatros anos. Nunca evitei ter filhos, quer dizer não usava, por exemplo, anticoncepcional para evitar gravidez. Até usamos a tal da tabela, mas de vez em quando, quase sempre, furávamos a dita cuja... Na verdade,  não engravidava  com facilidade, mas não tinha nenhum problema aparente.
Então, quando, desejávamos um filho, nós orávamos e pedíamos a Deus, que nos desse essa benção. E, sempre que assim fizemos,  no mês seguinte eu já estava grávida. Recordo-me, que quando íamos ao supermercado para fazer compras, eu aproveitava para comprar meus absorventes do mês. Ao me dirigir à prateleira para apanhá-los, meu marido  me interpelava com a lembrança de que se tínhamos orado, para que absorvente? E não dava outra, lá estava gerado, a cada quatro ano, o nosso herdeiro. Isso só não ocorreu, no caso de uma segunda gravidez, na verdade terceira, mas esse é um fato que não faz parte da "memória que pode me dar esperança."
Outro dia falo sobre a gravidez em que perdi o bebê aos quase 7 meses de gestação...essa não foi pedida, mas quando aconteceu, é claro, ficamos super felizes. Veio logo depois, da  nossa filha primogênita nascer. Ela estava com nove meses quando engravidei. Houve algumas complicações e o bebê não resistiu, e nasceu morto. Esse foi um dia muito triste e quase eu morri, também. Perdi muito sangue, na hora do parto eu pedi a morte à Deus, tamanha dor insuportável que senti, pois o bebê estava atravessado, e o médico em vez de fazer uma cesariana, tentou virar a criança dentro da barriga, com as mãos, vocês já viram isso? Eu pensei que fosse morrer. Depois de muito sofrer, chamaram o anestesista, e fizeram o parto a fórceps, ou parto a ferro, foi terrível a experiência. Mas o Eterno, me susteve com Suas fortes mãos!
Era um menino, que se chamaria Isaque...mas embora estivesse todo formado, pois faltavam ainda uma semana para eu fazer sete meses de gestação. Naquele tempo não colocavam o nome no bebê, mas seu registro foi assim: um feto... Para nós, no entanto, era o Isaque.
Tudo começou a acontecer no dia do 1º aniversário da nossa filha mais velha. Eu havia trabalhado muito. Preparamos uma linda festa, o que não poderia ser diferente. Ela era daquelas crianças “fofas”, como o  costuma-se dizer. Muito sabida e desenvolvida. Falava tudo, andava tudo, cantava esperta como só... Não só eu, mas meu marido, como sempre fazia, se dedicou muito para que a festa fosse um sucesso. Muitas pessoas nos ajudaram a preparar a festa, estavam todos empenhados em nos ajudar, para que tudo ficasse lindo.
Então, bem na hora da festa eu comecei a passar mal e não desfrutei de nada com a minha filhinha. Tive que ficar de molho na cama, toda pronta, mas com um pouco de perda de sangue e com algumas dores no pé da barriga, como se diz.  Mas na verdade, eu havia começado a passar mal dias antes, fomos ao médico, eu digo fomos, porque, dificilmente ia ao médico sem meu marido. E eu já sentia alguma alteração,   mas o médico disse que eu não tinha nada, que estava tudo normal com o bebê. 
Assim num dia tão esperado, tão sonhado para mim como mãe, não participei de nada do 1º aninho da minha princesinha. Meu marido, o papai, foi quem comandou tudo e, de instante em instante, ia ao quarto para ver como eu estava. Sempre atento às minhas necessidades...
Depois disso eu me recuperei, e ainda se passaram mais três meses até que no dia 31 de dezembro, em plena virada do ano, eu perdi o bebê...que dia triste!
 Final de ano, minha filha tão pequenininha ainda, e mais uma vez ele, o  papai teve que cuidar de tudo. Havia a comemoração de final de ano na igreja, e na família...
 Eu, sozinha lá naquele hospital, com sonda, com bolsa de sangue, pois eu havia perdido muito sangue e sem as pessoas que mais amava ali perto de mim, porque estava numa enfermaria. Não podia sair pra nada, mas bem na hora da virada do ano, passando um pouco, porque era muito difícil um telefone ali por perto de onde morávamos. Mesmo assim meu marido me ligou, as enfermeiras me transportaram até o telefone para  falar com o ele, e quando ouvimos a voz um do outro choramos de saudades... pude ouvir muitas vozes perto, de irmãos da igreja e  familiares que foram com ele até um telefone para que ele ligasse pra mim. Lembro-me que ele falou mais ou menos assim: - Como está sendo difícil estar longe de você, querida, num dia como este! Mas logo, logo,  tudo isso vai passar e nós vamos estar juntos, fica firme, meu amor. 
Ele estava longe de mim, mas o Senhor estava perto.
 Foi a 1ª vez desde que nos conhecemos que passamos longe um do outro e de uma maneira tão triste...
Apesar de tudo, da dor de termos perdido nosso bebe tão desejado, tão esperado... eu, ele e  a nossa filhinha, voltamos a viver dias alegres e continuamos a ser uma família linda e feliz até que os nossos outros filhos nascessem, e pudessem completar esta alegria e felicidade...
Cada dia da minha vida, em todas as circunstâncias, observava a mão do Deus Eterno, sempre cuidando de tudo!
Bem já chega por hoje...

Boa noite!
Até amanhã, minha memória!

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                                                       19º Dia

                        "Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança."


Gente, já havia uns dias que não escrevia no meu diário!
 Deve ser porque tinha tanta coisa pra escrever que me perdi... Não sabia o quê escrever, pois tenho tanta coisa para contar... e não senti qual era a direção de Deus.
A final de contas,  são muitos anos!  Então, haja tempo, para escrever sobre tanta coisa. Só que neste meu diário, não é lugar para escrever sobre coisas banais. Embora que, nossos momentos de família, mesmo os mais rotineiros, não foram tão banais e iguais assim, não, de jeito nenhum.
Ah,  ai me lembrei de uma reportagem, que há algum tempo desses atrás, estava vendo num programa de TV, desses que fazem homenagens à artistas, sabem?  E  lá estava um desses cantores gospel, que já foi do mundão, e que hoje serve a Deus. Foi muito bom! Fui muito edificada com as experiências dele e de toda a sua família. Pude constatar que esse não era um daqueles que se convertem e não vive o evangelho.
O que me chamou a atenção, para que o que ocorreu ali naquele programa, e que me leva  a mencionar aqui no meu diário de tempos passados, foi quando o filho desse tal irmão cantor, deu o depoimento dele sobre seu pai.
Ele devia ter uns dez anos, na ocasião, ele me fez lembrar o meu filho, com o seu jeito carismático e extrovertido. Ele contou das vezes em que saiam para divulgar o trabalho quando seu pai, gravou o 1º CD, e que o carro deles era um carrinho velho e acabado, e eles iam de igreja em igreja eles tinham poucos recursos. Ele havia sido cantor popular, tinha sido muito rico, mas perdeu tudo, depois que se converteu, porque abandonou o caminho secular e decidiu ficar no banco da igreja, aprendendo sobre a Bíblia. Assim, tudo o que ele sabia era compor e cantar. Suas composições eram colocadas em novelas, em filmes, mas ele decidiu se desligar de tudo que tinha antes, para viver o evangelho. Enquanto aquela criança,d e apenas 10 anos ia dando este depoimento, eu ia me recordando de um outro menininho muito parecido com ele, tão  extrovertido no falar,  jeito carismático e ao mesmo tempo firme e gracioso. Era como se eu estivesse vendo meu filho, enquanto ele falava com seu pai, o tal cantor gospel,, dizendo: Lembra, pai, daqueles tempos em que a gente ia fazer divulgação do seu CD de igreja em igreja naquele carrinho velho e que muitas vezes o carro dava problema no meio das estradas e ficava tudo escuro, então eu tinha medo, e você me dizia: - Filho, glorifique a Deus por tudo o que está acontecendo, porque isso não vai ser pra sempre, glorifique porque o Senhor sabe de todas as coisas, e Ele está cuidando de nós. E este tempo difícil vai passar... E foi como você disse, passou mesmo, né, Pai? Foi tão rápido!
Lembrei-me de experiências parecidas que aconteceram com a nossa família, também, dentro do carro em viagens. Quantas vezes rodando em estradas escuras e sem nada à nossa volta, o carro dava um “tilti”, e apagava tudo, sem nenhuma explicação. Só que no nosso caso, aquele tempo não era tempo de sufoco, de carro velho, ou falta de recursos para dar manutenção ao carro ou para colocar combustível, pois vivíamos de modo confortável. Nossos filhos, ainda pequenos, principalmente, os dois mais velhos, até porque a minha filha caçula, ainda não havia nascido. E nós ali na estrada, em total negridão, e da mesma forma, eles como crianças, ficavam temerosos,.mas ali estávamos nós, cheios de ousadia, sem medo, pois eu e  meu marido, sempre fomos destemidos e, principalmente o papai deles. Ele, sempre foi, destemido e desassombrado, ele passava uma segurança para mim e para os nossos filhos, que achávamos tudo fácil. Tudo parecia que ia dar certo, tamanha o otimismo dele que era compartilhado por mim, porque ele era um homem de fé. Sua alegria contagiante nos impulsionava a crer e a cantar, e eu, sempre ia junto com ele nesta alegria. Nós sempre, levávamos nossos filhos a crerem que Deus estava cuidando de nós, então começávamos a louvar e tudo se transformava. Nosso filho do meio, sempre foi o mais entusiasmado e gostava de dar graças a Deus. Nossos filhos sabiam que os anjos eram colocados para nos guardar e trabalhar por nós. Quantas vezes vimos, ou sentimos, anjos nos servirem em nossas viagens, de maneira tremenda!
Nosso filho, sempre dizia em épocas assim: Vai passar, né pai, ou, né mãe?
Eu me recordo, quando há alguns anos atrás, estávamos sem carro já há algum tempo. Esse já era um tempo de sufoco financeiro, para realizarmos o ministério pastoral, visitando e dando assistência aos irmãos, estava difícil sem carro, até porque morávamos longe da igreja.
Começamos a orar nos cultos domésticos pedindo ao Senhor que nos desse um carro. Um dia, em um destes cultos, esse nosso filho, depois de ouvir uma mensagem, pregada pelo pai sobre agradecer a Deus antes de receber a resposta da oração, disse: Pai,  vamos parar de pedir e vamos agradecer pelo carro, porque se cremos que Deus ouve, Ele já ouviu! Então a partir daquele dia só fazíamos agradecer pelo carro.
Pegamos aquela palavra profética que saiu da boca daquele menininho, que assim como o filho daquele irmão que, estava na TV dando seu testemunho, era cheio de ousadia no falar, e tinha uma firmeza e alegria que nos entusiasmava, e concordamos com ele. Daquele dia em diante passamos a agradecer a Deus o carro pelo qual orávamos.
Dias depois, talvez, umas duas semanas, fomos participar do retiro espiritual da igreja nos dias de carnaval. Ao retornarmos, encontramos debaixo da porta do nosso apartamento, um telegrama que dizia que era para meu marido comparecer a uma associação de pastores, da cidade onde vivíamos, com urgência para tratar de um assunto do interesse dele.  Quando ele foi até lá ficou sabendo que um pastor americano, havia enviado uma oferta em dólares, para nós, com a finalidade de comprarmos um carro.
O pastor americano, que mandara a oferta, havia feito parte de um trabalho que sempre era realizado em nossa cidade, que trazia pastores americanos para um projeto evangelístico na cidade. E nós sempre recebíamos estes irmãos em nossa igreja e eles costumavam fazer as refeições na nossa casa, passávamos uma semana inteira juntos, formando, assim fortes laços de comunhão entre nós.
Aliás, foi assim que meu filho se encontrou com a língua inglesa e começou a aprender inglês, sozinho. Ele se intrometia entre os irmãos que vinham da América, e como ele era muito curioso e extrovertido, foi aprendendo de pouco a pouco, quando eles iam embora ele já sabia um monte de coisas. Hoje ele é fluente na língua inglesa.
Quando meu marido chegou em casa contando a  novidade, foi alegria pra todo o lado, foi uma verdadeira celebração ao Senhor. Choramos de alegria e de gratidão pelo mover de Deus naqueles dias em nossa casa. E tudo porque aquele menininho resolveu dar uma palavra profética e, nos lembrar de agradecer.
Logo, logo conseguimos comprar um carro que foi uma benção para nossa família e para a igreja, onde servíamos ao Senhor.
Então, ele se apressava em dizer: Passou rápido, né pai, ou, né, mãe?
Como é bom trazer sempre à memória aquilo que pode trazer esperança!
Obrigada Papai, porque sempre estás atento às nossas necessidades, às nossas orações e súplicas com ações de graça. E como prometes na tua palavra, que guardarias com a paz, que excede a todo entendimento, a mente e o coração daqueles que em vez de ficarem ansiosos fariam chegar ao teu conhecimento todos os problemas e os entregariam para que resolvesse cada um deles.
Aleluia!

Hum, depois desta boa recordação...

Uma boa noite, meu diário!

Gente, parece que todos esqueceram a brincadeira do Tum...ainda bem!
Só que de vez em quando é bom uma brincadeira, né? Outro dia brincamos...
Bjs!

Denise Malafaia Cerqueira




20º dia

“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

Quando eu era pequenininha, o que já vai longe, o dia de hoje me enchia de tristeza...é, eu me sentia triste, não sei o por quê. Eu não sei dizer por que, mas eu sentia um misto de tristeza com nostalgia, não sei do que, exatamente. Eu gostava e não gostava desta data. Meus pais não costumavam comemorar nosso aniversário com festas, ou pelo menos festinhas, em que nossos amiguinhos e parentes, viessem à nossa casa para festejar conosco. Não sei se me parecia uma data triste porque não havia uma comemoração nos moldes tradicionais. Havia um bolinho, só para nos de casa. mas não havia aquela comemoração, como a que eu e meu marido fazíamos para os nossos filhos. Talvez fosse porque somos uma família de seis filhos...
Na adolescência, eu até achava legal, pois nesta época, minha mãe já passou a fazer festinhas com mais pessoas em casa, mas ainda assim,  sentia uma ponta da mesma tristeza da infância.
Com o passar do tempo, eu fui sendo curada dessa tal tristeza, e passei a gostar porque, na nossa casa, depois de casada, nós tínhamos o hábito de reunir a família e os amigos numa festa bem animada. Muita música alegre de crianças, adolescentes, jovens pulando, cantando, brincando. Altos bate papos. Muitas histórias sendo contadas. Nossas famílias sempre participavam. 
A família do meu marido, sempre gostou de reuniões com os irmãos da igreja, com os familiares. Então minha vida se tornou muito festiva. Isso nos aproximava muito.
Eu me recordo do meu 1º aniversário casada. Eu, que desde pequena começava a ficar triste, já alguns dias antes dessa data, não fugi à regra naquele primeiro ano de casada. Meu marido, sabendo deste fato, pois eu havia compartilhado com ele, desde a época de quando éramos namorados. Então, foi assim, que ele, combinado com uma amiga da igreja, de onde éramos, como já mencionei, decidiu preparar uma grande surpresa.
Eu era líder auxiliar de uma organização de juniores, nessa época.A  líder, era a tal amiga. Ela com os juniores e alguns jovens da igreja, se empenharam junto com o meu marido, para que aquele dia ficasse marcado na minha vida. Funcionou. A surpresa foi tão grande que eu não pude perceber nada mesmo. Primeiro eu achei estranho que, ninguém, mas ninguém mesmo, tivesse se lembrado da data. Nem mesmo ele, que nunca nem por um decreto, se esquecia. Ao contrário, vinha sempre com muito carinho, presente, telefonema, cartãozinho... Meus pais mesmo que não tivessem o costume de fazer festa, mas, sempre se alegravam e presenteavam os filhos no dia do aniversário de cada filho, eles nunca esqueciam, o que estava acontecendo, mas eu não desconfiei de nada, absolutamente nada.
 Imagine... me senti a pessoa mais abandonada da terra. Ai, aquela tristeza voltou.  É, eu me senti, mais uma vez, com aquela tristeza sem fim...
A noite chegou e de maneira incrível tudo foi acontecendo. A noite se tornou mágica e,  cheia de encanto. Foi tudo perfeito. Meu marido era a verdadeira expressão da ternura e da doação por mim. Ele estava tão alegre por fazer parte de tudo aquilo, que ficava me perguntando se eu havia gostado da surpresa. Ele estava feliz por mim.
 Daquele dia em diante, eu nunca mais senti aquela tristeza... síndrome de aniversário, será? Seja o que for, eu fora curada. Minha vida era uma verdadeira festa...
Eu fico feliz porque nossos filhos, porque sempre tiveram uma casa repleta de alegria e de festa no dia do aniversário deles. Na verdade, nossa casa era uma constante festa. Eu sempre gostei muito de cozinhar. Tinha o maior prazer em receber os amigos, os familiares, incluindo os meus queridos irmãos da igreja. Nossa casa só vivia cheia. Meus filhos estranhavam quando ela ficava vazia. 
Estávamos sempre inventando uma festinha!
Eu me  lembrei disso, porque ontem foi meu aniversário e, estava longe de todos da minha casa.  Os meus alunos do colégio, onde leciono, não esqueceram, fizeram algo lindo, um surpresa perfeita, eles me emocionaram.
Hoje aos 50 anos, tenho consciência de que a vida é feita de momentos mágicos, mas também de momentos não tão mágicos, se visto pelo lado da verdade nua e crua. Só que nada disso, nunca mais me trouxe aquela tal tristeza de volta. Jesus é a minha alegria, e a sua alegria é a  minha força sempre em todo tempo, em qualquer lugar.
Ah, participei de uma festa maravilhosa de culto na igreja, foi lá na congregação da igreja onde congrego. O louvor foi tremendo a mensagem veio de encontro ao meu coração. 
O Espírito de Deus me abraçou com uma palavra baseada no Salmo 46.  Trouxe-me  grandes recordações de  tantas experiências em que,  este mesmo texto trouxe consolo. Quantas e quantas vezes o meu coração e o da minha família foi fortalecido, animado, renovado e revigorado em tempos difíceis, através desta mesma palavra, aleluia! Mais uma vez pela ação do Espírito Santo a alegria encheu meu coração naquele lugar, naquele dia, porque nunca mais a tristeza teve lugar no meu coração num dia tão especial como este, o dia do meu aniversário. 
Todos podiam estar longe, mas Deus estava bem perto, na verdade, dentro de mim. 
Foi um dia abençoado... Obrigada, Papai!
Boa noite, terei uma linda noite de sono!

Denise Malafaia Cerqueira

24º Dia




 “Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

Outro dia estava ouvindo uma palavra tão forte sobre perdão, foi tremendo...
Recordei-me, do dia em que meu marido, me contou sobre a experiência de perdoar seu pai. Nós, ainda, éramos solteiros. Aquela fora um experiência tremenda de perdoar e se sentir liberto!!!
Naquela época, havia começado um movimento novo de vigílias. Algumas igrejas, estavam experimentando um certo despertamento na nossa cidade. Havia uma busca, principalmente entre os jovens. Já tínhamos ouvido falar sobre isso, mas, principalmente eu, não costumava participar, porque meu pai não nos deixava sair para passar à noite em vigília, se minha mãe não fosse. E ela não ia... Essas vigílias iam à noite toda e eram em igrejas longe.
Meu marido, na época meu namorado, costumava sempre ir , onde estava acontecendo estas vigílias. Foi assim que numa dessas idas sua, com a mãe dele, que não perdia uma, mais alguns amigos jovens, aconteceu algo que trouxe renovo na sua vida.
Normalmente essas vigílias eram realizadas nas sextas-feiras.
 No sábado, ele havia passado cedo lá em casa, antes de irmos a alguma programação da igreja, pois estava ansioso para me contar as novidades da vigília. Ele nunca se continha até que me contasse tudo.
 Eu sabia bem da amargura que ele tinha em seu coração referente ao fato de não perdoar seu pai por tudo o que havia passado na infância e, principalmente por tudo o que ele fez com sua mãe.
Enquanto contava, chorava e, ao mesmo tempo se alegrava diante do que Deus havia feito na sua vida naquela noite de vigília.
Segundo sua narrativa, durante toda a vigília, ele chorou, diante do que havia acontecido, Deus tocara  profundamente em seu coração. Não me lembro se houve alguma mensagem sobre perdão, mágoa, amargura, mas o fato é que o Espírito foi tratando seu ser, sua mente, seu coração, que vivia tão aprisionado por esses sentimentos.Ele foi totalmente quebrantado, liberto e curado.
Havia conforme, sua descrição, algo que o estava sufocando, como se não pudesse suportar. Era um conjunto de ressentimento que o fazia, até mesmo querer matar seu pai. Era muito forte, era como uma seta que o apunhalava, mas ali bem naquela abençoada noite, o Espírito Santo começou uma obra tremenda de libertação. E no momento em que confessou tudo, aquela mágoa, aquele ressentimento, tudo foi arrancado. Ele que estava com dificuldades para mencionar o nome de seu pai, consegue liberar perdão. Então sentiu, conforme contou, como se uma mão viesse do céu, entrasse no seu peito, literalmente, e arrancasse todo aquele mal, era como se seu próprio coração velho estivesse sendo trocado por outro, agora um novo coração, um coração curado.
E as lágrimas já desciam como enxurrada à medida que me contava cada detalhe. Era como se estivesse ainda sobre um processo de purificação da alma, de todo mal daquela ferida... Ele, até que tinha um coração que se derramava com facilidade na presença de Deus. O que sempre o atrapalhou, foi o excesso de argumentação, que se tornava uma arma para o inimigo o aprisionar em alguma áreas de sua vida, não só naquela. Em certas ocasiões, dependendo do assunto, ele era o dono da verdade, e isso o fazia endurecer algumas vezes, mas quando o espírito começava a tocar, ele se derramava, e reconhecia sua debilidade.
Aquela mão era a mão do Senhor, que entrou e remexeu tudo lá dentro do seu coração, tirou tudo o que era ruim, tudo o que o estava sufocando, e ao mesmo tempo, foi restaurando seu ser em pedaços, sua alma aprisionada.
Eu e todos da sua casa sabíamos do seu sentimento de ódio do seu pai, mas não podíamos pensar que era assim tão grande! Eu sempre orava para que Deus fizesse uma obra de cura no seu coração. Quando conversávamos sobre isso, eu falava sobre o quanto aquilo lhe fazia mal. Eu pude ali ver o milagre acontecer e chorei de alegria junto com ele, vibrei e fiquei aliviada, também, por ver o que acontecera. Era notória a transformação no seu semblante...
Naquela madrugada, segundo ele, deu um grito como se tivesse uma imensa dor na alma, que saia para fora do seu peito e suspirou de alívio mediante a ação do Espírito que, sempre conduz os santos a terem da Sua essência, a santidade. O perdão é uma prática dos santos.
Eu já estava acostumada a presenciar o choro fácil dele, mas ali, mais uma vez eu testificava o seu derramar, agora de alegria pelo que experimentara.
Daquele dia em diante o relacionamento dele com seu pai, não mudou muito, não se estreitou, não por causa dele, mas porque o pai, nunca foi de procurar pelos filhos. Meu marido, no entanto, já não tinha nenhum problema de mágoa, de ressentimento com seu pai. Todas as vezes que falava sobre ele, falava,a gora, com terno amor. 
Não me recordo se ele chegou a contar-lhe sobre o que sentia a seu respeito, mas mesmo que, contasse toda aquela experiência é quase certo que seu pai não desse muita importância, aparentemente, e até dissesse, como costumava falar: - Bobagem, menino!
 Meu marido, porém, ficara curado ao liberar perdão para o pai, o que pra ele fez toda diferença.
Depois que nos casamos seu pai, de vez em quando, ia à nossa casa. Nós o tratávamos muito bem, é claro. Ele tinha um carinho muito especial comigo e com nossos filhos, a ponto de colocar o nome dos dois filhos que, ainda veio a ter com outra mulher, os nomes dos meus dois filhos mais velhos. O que mais parecia uma homenagem. Será que aquele fato, acontecido influenciou aquela homenagem? Nunca ficamos sabendo porque ele morreu logo depois.
Aquele dia foi um marco na vida do meu marido, para que o perdão se tornasse uma prática normal na sua vida cristã. 
Ele sempre dizia que quando se perdoa coisas grandes as pequenas ficam mais fáceis. É verdade, não é?
Essa foi uma experiência que não dá para se esquecer...
E... mais de meia noite, não!! 
Já vou acabando, porque se não eu faço uma vigília hoje, também.
Tchau, durmamos com Deus...bjs!

Denise Malafaia Cerqueira

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25º Dia


40 dias para recordar...

    "Quero trazer á memória aquilo que pode trazer esperança."
Nestes últimos dias trabalhei muito lendo, pesquisando, revisando textos, preparando um resumo do livro de estudos do curso de "Casados para Sempre" que tem mais de 300 páginas. Enquanto lia para resumir, fui me deparando com alguns textos tão impressionantes da palavra de Deus que tem me feito pensar. Não só agora, mas já há cinco anos, desde que comecei a receber do Senhor a respeito desta visão de ser filha de Sara. Um dos textos com o qual me deparei muito nestes dias, desde então, está dento do texto que serve de base para ser uma filha de Sara que está em 1ª Pedro 3:7: "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompa as vossas orações."
Fico pensando em como os maridos têm sido negligentes diante desta palavra escrita por Pedro, mas que vem da boca de Deus. Impressiona-me o que está acontecendo com os casais  que vivem dentro da igreja de Cristo. Vale deixar bem firme o registro final deste verso: "...tratai-a com dignidade...para que não se interrompa as vossas orações."
Recordei-me de quando  construíamos nossa casa . Meu marido se desdobrava, fazia quase o impossível, para que tudo fosse bem feito na construção da nossa casa, que era feita por suas próprias mãos. Ele pegava na construção, depois que vinha do trabalho, lá pelas 20:00 ele ia direto pra lá. Nós nessa época, morávamos, na casa dos meus pais, depois de termos morado na casa da minha sogra por nove meses. Meu cunhado havia se casado e, ainda não tinha casa. Aluguel estava alto naquele tempo e, como para ele seria mais difícil ter onde morar, nós saímos da casa da minha sogra para dar lugar a ele com sua esposa, já que nossa casa estava quase em condições de irmos morar . 
A casa dos meus pais era muito grande eles nos chamaram para que ficássemos lá até que nossa casa ficasse pronta, ou que desse para morarmos que se ofereceram para que ficássemos lá. Assim meu marido, chegava já tarde do trabalho e ia direto para o lugar onde  estávamos construindo a nossa casa. Ele ficava até meia noite e dependendo do dia da semana, por exemplo às sextas-feiras, ele ficava até 2:00 da manhã do sábado para conseguir adiantar a obra. Não tinha tempo ruim pra ele. Quando chegava em casa, ele nunca deixava de me ouvir quando eu queria conversar. Sempre presente e carinhoso comigo em toda e qualquer situação. Mesmo que meus pais fossem amigos e gostassem muito do genro, eu não me sentia a vontade lá como me sentia na casa da minha sogra, porque eu achava que na casa da mãe dele, ele se sentia melhor, mas isso era coisa da minha cabeça, cabeça de mulher, né? Na verdade devia ser porque eu queria mesmo era ter nossa própria casa, onde as coisas fossem parecidas com a nossa cara.
Meu marido sempre deu toda a atenção aos meus desejos, às minhas necessidades. Ele se dedicava a me dar tudo que fosse possível, e por isso se desdobrava para fazer tudo que ele pudesse para me satisfazer, mas eu nuca fui exigente, não viu, gente. Eu achava lindo quando ele falava para mim: O papai aqui vai dar um jeito, você não sabe que eu me viro para que as coisas aconteçam, para o que é melhor pra gente, não sabe?
Foi ai que um dia ele chegou em casa, quer dizer na casa dos meus  pais, e disse: Você aceita ir para nossa casa nesse fim de semana do jeito que der pra gente entrar? Eu só não queria ir porque achava que você estava melhor aqui. Lá a gente não vai ter ainda muita coisa, como você tem aqui, mas por mim...
Na mesma hora eu topei.
 Ele disse: vou pra lá agora e só volto quando tudo estiver em um mínimo de condições de irmos. Quero ver você feliz, se você decidir por isso, será o que eu vou querer também. Deixa comigo, querida, vamos começar a nova semana na nossa casa!
Gente, ele era um homem de palavra. No nordeste se costuma dizer: marca de homem. Interessante, né? Quando ele dizia que ia fazer algo que fosse melhor para nós, eu podia acreditar, porque ele ia fazer mesmo. Com ele eu não tinha medo de mudar  para este ou aquele lugar. Não tinha medo de que fossemos para alguma casa ruim para morar. Quando passamos a morar em casa alugada, principalmente depois que fomos para o campo missionário, ele sempre dava um jeito para que tudo ficasse mais fácil. 
Como ele se parecia com a figura  do marido descrita por Paulo, daquele que se dá pela esposa como Cristo se deu pela igreja...
Estou pensando aqui agora... Como não prestamos atenção em algumas advertências que Deus faz na sua palavra, não é mesmo? Achamos que Ele vai dar um jeitinho de aliviar as consequências ruins, quando fizermos o contrário do que ele ordena. Dizemos: Ah,  Deus é  bom, é  amor! Não consideramos numa outra das suas características tão real nele como a de que Ele é amor, de que é bom, a justiça. Pensamos, quase que com toda a convicção, de que ele sempre vai ouvir nossos pedidos quando orarmos a Ele a despeito das nossas atitudes....é, continuo aqui a pensar sobre isto!
Pois é, hoje eu me lembrei disso...que advertência, hein, gente!
Eu já pensei bastante a este respeito, agora vou deixar vocês pensando um pouquinho, tá?  E, enquanto vocês pensam...vou dormir!
Boa noite...ah, pensem ai, mas apaguem a luz!
Denise Malafaia Cerqueira

26º Dia

40 Dias para recordar...

“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”
Quantas coisas marcam a nossa vida...
Pequenos detalhes. Singelos detalhes. ...
Coisas que não tem como esquecer...
Uma vez, logo que nos casamos, parece que estou vendo: Ele chegou, tomou banho, jantou e como não tínhamos aonde ir, nenhum compromisso... Eu e ele, dentro daquele mundo só nosso, o nosso quarto. Eu já o descrevi, lugarzinho cheio de charme, com o nosso perfume, com a nossa felicidade... Eu gostava daquele quarto!Lindas e fortes lembranças aquele lugar me trás... Tudo ali era perfumado, inclusive nós dois..., Eu disse que havia composto uma letra e lhe mostrei. Ele foi logo pegando o violão e dedilhando uma melodia para colocar na letra e,, bem rápido,, eis que a melodia, como se estivesse guardada prontinha no coração de Deus, surgiu! 
A letra era baseada em um dos meus salmos prediletos, 51, que dizia:
Cria em mim, Ó Deus! Um coração puro e renova em mim um Espírito de retidão! 
Sei que meus pecados afastam-me de Ti. 
Eu não quero longe andar, quero junto a Ti ficar. 
Por isso eu te peço Senhor, tem misericórdia de mim! Faz-me voltar. Faz-me cantar. Só a Ti servir!
 Tem misericórdia, Senhor, de mim!
Momentos inesquecíveis! Tínhamos uma sintonia em todos os sentidos... 
Nós éramos insaciáveis nas coisas de Deus! Que prazer era cantarmos louvores, compormos, orarmos, sempre um com o outro.
Havia prazer em estarmos na companhia um do outro e ficarmos juntinhos, amigos inseparáveis. 
Tanto, que desde o dia em que começamos a andar juntos, eu passei a ser a companhia que ele mais gostava e ele a minha: "Éramos um a alma e o coração do outro..."
Outras composições fizemos juntos, e outras que eu compunha letra e música, era ele quem colocava dentro do compasso certo, porque como eu já escrevi, eu era péssima em compasso. Minhas melodias eram bem fraquinhas.
Quando não estávamos um ouvindo a composição do outro, estávamos ensaiando o nosso dueto com músicas diversas para cantarmos.Era o maior sucesso onde chegávamos as pessoas queria ouvir.
A música é um grande amor da nossa vida. Quantas músicas ele compôs, mais de 100. Inclusive cantatas. Eu em número bem menor, muito menor. Canções que  foram apreciadas e fontes de bênçãos para muitas pessoas, mas sobre tudo para glorificar o nome de Deus.
Interessante que meus filhos têm o mesmo dom. Eles também gostam de colocar melodias nas letras que escrevo.
Quando ela compunha vinha correndo me mostrar o que havia feito para que eu desse a opinião. Cada detalhe, cada mudança, cada arranjo... E quando não tinha um violão por perto ficava cantando a melodia para que eu gravasse, pois eu tinha facilidade em gravar a melodia.
Era impressionante o dom que havia no meu marido para fazer os arranjos! Todos os instrumentos, cada voz... tudo era arranjo dele, só podia ser algo do céu!
Havia oração e entrega. Desejo de fazer o melhor para Deus. Tínhamos um ministério de louvor, que naquele tempo não era chamado de ministério de louvor como é hoje. Era chamado de conjunto. Que benção! Impactou muitas vidas naqueles dias...
Era ele quem dirigia os ensaios. As reuniões eram levadas muito a sério. Com muita oração e palavra para edificar, exortar e fortalecer a fé das pessoas que faziam parte daquele conjunto, que passamos a chamar de grupo. 
Eram muitas lutas espirituais...Muitas pessoas foram alcançadas para Jesus Cristo através daquele grupo! 
Que dias tremendos, que Deus nos permitiu viver!
São muitas lembranças...escrevo mais outro dia.

 Boa noite!

Denise Malafaia Cerqueira

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27º Dia


40 dias para Recordar...

Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”


Eu creio que Deus tem me conduzido em Triunfo desde o 1º dia da minha vida. Eu sempre senti Sua mão cuidando de mim. 
Mesmo quando eu tinha aquela tristeza...todas as vezes em que se aproximava a data do meu aniversário, e que ficava, ainda mais forte até o dia dele. Isso aconteceu desde a minha infância, até o 1º ano do meu casamento, quando, então, fui curada de toda aquela tristeza, que mais se parecia com depressão. Já falei aqui sobre isso... não sei se estão lembrados? Qualquer coisa, é só rever todas as histórias que tenho escrito aqui neste diário.
Mesmo quando eu tive tuberculose, aliás, por duas vezes. A 1ª vez quando eu tinha 18 anos e depois aos 40 anos. Deus cuidou com tanto carinho de mim, através dos meus pais, dos meus irmãos,meus amigos e, pelo meu marido, que  foi usado para esse fim, em cada um desses períodos difíceis que passei.
Deus sempre me susteve e caminhou comigo, bem de perto, dizendo: filha, não temas.
Quero, em todo o tempo,falar sobre o cuidado de Deus por mim, que amor! 
Vejo cada pessoa que Ele foi colocando na minha vida, como um carinho, um afago Dele.
O marido que Ele me deu era cabeça mesmo, provedor, cuidador. Um homem que não media esforços para que eu fosse feliz. Eu já contei vários momentos em que isso ficava evidente.
Meu marido não queria que eu pegasse peso, que eu me desgastasse. Quando estava em casa eu nunca fazia as coisas de casa sozinha. Eu não me lembro o dia em que ele me deixou em casa para ficar com amigos, mesmo aqueles muito chegados.
Ele gostava de sair com as crianças para que eu descansasse um pouco, do trabalho comum que toda criança dá, embora as nossas fossem tranquilas. Ele adorava sair com eles, mesmo sendo  bebês. Ele nunca aceitou que um pai não pudesse cuidar do filho bebê, saindo como ele sozinho. Sempre argumentava: Se as mães fazem isso, porque os pais não podem fazer o mesmo? Ele adorava sair com eles. Até de ônibus, ele os levava para sair. Recordo-me quando ele saiu com a nossa filha mais velha com 2 meses de nascida. Ele tinha que ir ao centro comercial para pagar umas contas e a levou numa boa. Ele cuidava dela e dos outros, exatamente como eu cuidava, ou como uma mãe cuida. Acho que foi por isso que eles sempre foram muito ligados à ele.
Nossas finanças, eram bem controladas, ele era um homem equilibrado com o dinheiro, sem ser pão duro, pelo contrário.
Eu e nossos filhos tínhamos a prioridade da atenção dele na compra de coisas pra família. Ele tinha o maior gosto de que eu andasse bem arrumada e quando tínhamos um pouco mais de recursos, íamos à boas lojas comprar roupas. Ele amava me ver bonita! Sempre gostou de dar presentes para as pessoas da família. Fosse da minha família ou da dele. Ali estava um homem que sempre se importou com os outros.
Quando era época de levar ao médico, ou ir para dar vacinas ele fazia questão de ir comigo; na vacina ele ia só, poucas vezes eu levei nossos filhos para dar vacinas. Ele dizia que não queria que tudo com os filhos fosse responsabilidade minha, como aconteceu com a mãe dele, que tinha que se virar para cuidar dos filhos. No trabalho, o patrão, que era um grande amigo, não gostava quando ele faltava para levar um filho ou até mesmo a mim ao médico. Ele nem queria saber se ele gostava ou não, ele defendia esse procedimento dizendo que a família toda era responsabilidade dele.
Todas as vezes que eu ficava doente ele se virava pra cuidar bem de mim. 
Quando nos mudamos para morar em outra cidade, longe da casa dos meus pais e eu ficava doente, ele logo me dizia que ia pedir minha mãe para vir porque eu ficava dizendo que eu queria tanto que ela estivesse ali comigo. Ele dizia brincando: -mas eu não cuido bem de você? Com certeza, como cuidava! Era uma preocupação que só vendo, me dava tudo na mãozinha, com cuidados especiais, mas era só porque eu ficava com vontade do colinho da mamãe. Ele fazia de tudo pra trazê-la, então ele me fazia uma tremenda surpresa, com a chegada dela. 
Eu também sempre cuidei dele muito bem, quando ele ficava doente, só que era raridade, ele adoecer, e quando ficava...sai da frente, era de arrasar, demorava para ficar bom. E eu retribuía o seu cuidado para comigo, com todo o carinho e atenção que ele merecia.
Por isso sei que Deus o escolheu para ser meu marido, porque Deus tem um cuidado muito especial comigo.  Você pode até dizer: Ah, mas ele tem cuidado especial por todos! Então, declare isso, pra que todos saibam a esse respeito...façam o mesmo, que eu estou fazendo. Escrevam, cantem, falem, divulgue...todos precisam saber o tipo de Deus que você crê.
Eu não sei se outras pessoas sentem isso, eu sei que eu sinto,  não, não apenas sinto, eu tenho certeza, que  sou cuidada em cada dia da minha vida por este Papai Eterno. Ele usa as pessoas, que sempre entraram na minha vida, para cuidarem de mim, aleluia!
No casamento, Deus deu essa função maior sobre a Terra, de cuidar da mulher, ao marido. Até porque, segundo o que Deus disse pela boca  de Paulo a respeito de marido foi que, o marido tem que amar a mulher como Cristo amou a Sua igreja e se entregou por ela, então isto fala de doação. Ele continua dizendo que, o marido deve cuidar da esposa como cuida do seu próprio corpo, o qual ele não maltrataria, porque ninguém vai maltratar a própria carne.
A igreja precisa ter isto bem claro, a função do homem, o tamanho da sua responsabilidade. Que é muito mais desafiador e, pesado do que o da mulher, é assim que vejo, sabia?
O meu marido exercia muito bem esta função descrita por Paulo. 
Eu sei que Deus tem cuidado de mim nos mínimos detalhes, mesmo em tempos difíceis. Em pleno deserto, em tempo de aperto, em tempo de aparente seca, ali estava Ele, simplesmente cuidando de mim.
É isso que quero sempre recordar, aquilo que me trás esperança.
Ah, sem Ele eu não poderia viver!

Obrigada, Papai, por seu cuidado diário na minha vida!

Te amo!!!!

Boa noite, gente!


Denise Malafaia Cerqueira
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28º Dia

40 Dias para Recordar...

“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”
 Eu já contei a história de como meus filhos nasceram, ainda teria muitos outros detalhes, é claro. Minha vida foi marcada por momentos inigualáveis no meu casamento, mas também de muitos momentos difíceis, como todos os casamentos. Só que esse diário não será usado para falar dos momentos difíceis e tristes, não... Pois como aconteceu com Jeremias, que no seu livro nos fala de suas tristezas e lutas como alguém que viveu no limiar de um grande e terrível tempo de cativeiro. Ele colocou tudo pra fora, chorou, se lamentou, chegou ao limite do desespero e, então resolveu parar e deixar pra trás aquelas lamentações, que só o estavam levando para a depressão, é a impressão que temos.
Nossos três filhos foram gerados e nasceram debaixo de amor e de alegria. Eles são dádivas incomparáveis na nossa família.
Embora que na época em que o meu filho do meio foi gerado e nasceu eu havia enfrentado o 1º baque no meu casamento, onde se abriu uma brecha que veio a gerar todo um tempo de altos e baixos.
 Hoje eu tenho a idéia exata de tudo o que aconteceu no mundo espiritual... Mas eu só “vou trazer à memória o que pode me trazer esperança.”, exatamente igual a Jeremias, até porque não é outra a direção do Espírito.
Quando a minha filha caçula foi gerada, eu me recordo, estávamos em Fortaleza. Meu marido havia sido convidado para dirigir uma série de conferências lá naquela linda cidade. Fomos eu, meu marido, a minha filha mais velha, o filho do meio...Ah, e a minha querida sogra, que estava na nossa casa, foi também. A caçulinha da casa ainda não havia nascido, porque vou exatamente contar sobre sua concepção.
Era mês de outubro se não estou enganada dia na semana do feriado do dia 12 de outubro. 
Partimos todos animados, éramos sempre muito dispostos para viajar. Não havia tempo ruim para nós. Nossas viagens eram emocionantes. Que povinho alegre, nós, viu! Meus filhos sempre dizem como gostavam de viajar em família... Meu marido, aquele que Deus me deu como cabeça, que nasceu no coração dEle; o pai que o Senhor sonhou para que meus filhos tivessem, era incrível!
Então a viagem foi espetacular. 
Passamos na casa do meu cunhado, que morava próximo a Fortaleza, em Natal. Ficamos uns dias por lá. Revimos o pessoal, e conhecemos aquela, também linda cidade. 
Aonde chegávamos era uma festa.
 O pessoal ficou muito feliz com nossa chegada. As crianças, então nem se fala, amaram! Como estávamos com os dias bem folgados até chegarmos á Fortaleza, aproveitamos para passear bastante com os nosos queridos cunhados e sobrinhos. Pudemos desfrutar e nos deliciar em família. Foi muito bom!
Partimos para Fortaleza. Lá ficamos na casa do pastor da igreja, nosso amigo de seminário. A casa dele era muito boa e a família uma benção! Cada dia nós íamos à casa de família de irmãos para almoçar. Era cada casa mais linda e mais hospitaleira que a outra.
As noites de conferências eram de poder puro. Meu marido estava inspirado! A igreja muito cheia da presença do Espírito. Era cada mensagem mais ungida do que a outra. Os cultos ficavam cheios. Cada noite havia conversão e a igreja era edificada. 
Todas as manhãs bem cedo tinha culto de oração pelo trabalho. Eu me lembro que numa manhã eu levei uma meditação. Nós não faltávamos! 
Aqueles foram dias de plenitude na nossa vida. Eu e ele estávamos vivendo dias de muita busca e entrega.
Nossos filhos encantavam a todos, porque eles eram crianças obedientes, agradáveis, eles eram felizes... Glória a Deus!
Em um desses dias, um outro pastor que congregava na igreja, também, nos convidou para almoçarmos de frente para o mar, numa clube cinco estrelas. Que dia maravilhoso, que comida! 
Aliás, cada dia íamos às casas dos irmãos da igreja onde éramos muito bem recebidos.
Deus é muito bom para conosco, né?
Foi nesse clima todo. Nessa atmosfera extraordinária que a nossa caçulinha foi gerada... Tudo conspirava a nosso favor!
Ela foi a única que sabemos com certeza o local em que foi gerada.
Quantas recordações... Obrigada, Deus Espírito Santo, por me trazer essas lembranças à minha memória!
 Tudo que vivíamos era fruto da bondade e do amor sempiterno de Deus! “Sem Ele nada podemos fazer.” Isso é inquestionável!
Com certeza terei uma noite abençoada...
Boa noite!

Denise Malafaia Cerqueira 

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29º Dia


40 Dias Para Recordar...


"Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

Que corre-corre, tem sido estes últimos dias em que me preparo para fazer minha 1ª viagem missionária para fora do Brasil.     Têm sido dias maravilhosos, mesmo com tanta coisa para fazer, ufa! 
Tudo isso faz vir à minha mente tremendas recordações do começo da minha vida de casada!
Lembro de como foi a 1ª experiência do meu marido como pastor. Antes desta igreja ser organizada, e dele ser o seu pastor ordenado ao ministério, ele já dirigia esta congregação lá no quintal da nossa casa.
Nós éramos recém-casados quando o trabalho iniciou. Estávamos cheios de gás, era só felicidade. 
Minha mãe era a presidente do ponto de pregação, até então, mas quando se tornou congregação, ela não quis continuar assumindo esta tarefa. Então meu marido foi eleito como dirigente da congregação recém organizada. O trabalho cresceu, e ele se dedicava sem medir esforços. Foi ai que se concretizou a chamada que ele havia recebido alguns anos antes, meses antes do nosso casamento... eu escrevi aqui neste diário, não sei em que dia, mas escrevi. 
Quando nossa filha mais velha tinha um aninho, ele, foi ao seminário a fim de se preparar para cumprir o chamado, e eu também. Eu havia  recebido uma chamada, bem antes dele. Esse era o meu sonho, ir para um seminário me preparar para ser uma missionária.
Ah, foi emocionante o 1º dia em que coloquei os meus pés num seminário! 
A congregação pagava a mensalidade dele e, eu fui abençoada por uma irmã que pagou todo o meu curso de Educação Religiosa. Alguém que nunca conheci. Eu e o meu marido estávamos orando para que Deus nos desse os recursos para que eu pudesse ir também. Ele sabia o quanto eu queria aquilo, e dizia que gostaria que fizéssemos junto o curso. E foi assim que Deus levantou esta pessoa. Glória ao Senhor que foi e é o meu provedor em todo o tempo. A reitora do seminário, aliás uma querida de todos, foi o instrumento que Deus usou para repassar para mim esta oferta de um patrocinador, alguém desejosa em abençoar um seminarista; ao que a reitora falou: Porque não uma seminarista, hein! Falou ao meu esposo, quando ele lhe falou sobre a minha história de chamada e, o meu desejo de ir àquela casa de profetas me preparar.
Assim foi que fomos para o seminário. 
Naquele tempo, Deus havia colocado meu marido para trabalhar numa junta missionária, com o propósito de lhe ensinar sobre missões e  levá-lo a amar essa obra. 
Eu, até mencionei, bem no começo desse diário, que ele não era favorável de que se levantasse oferta para missões. Ele não contribuía, porque tinha dúvidas da lealdade de quem administrava essa obra. Ai, o Senhor o fez conhecer e, se envolver e, acreditar que existem muitos homens e mulheres que cumprem com amor, fidelidade, dedicação, e renuncia de si próprios, a obra de espalhar o evangelho  no Brasil e no mundo. 
Ele foi colocado, exatamente, num local da junta que mexia com o departamento pessoal, com pagamento dos missionários e todos os que trabalhavam na sede servindo, também ali, ao Senhor da seara. A história de como ele foi parar ali, é algo inquestionável sobre a ação soberana de Deus na vida de quem Ele chama, separa, vocaciona e envia para realizar sua obra. Outro dia eu escrevo sobre isso...quem sabe?
Foram dias incríveis nossa ida àquele seminário!
Logo fizemos boas amizades. Éramos muito queridos pelos irmãos com os quais estudamos durante quatro anos, pelos professores e pela reitoria. 
Éramos convidados a falar em congressos, nas igrejas em ocasiões especiais. A reitora gostava de me chamava para substituí-la, em reuniões de mulheres, semana de família, pregando a palavra.
Na junta missionária meu marido fazia promoção missionária em época de missões. O secretário executivo o enviava para representar a junta em congressos, reuniões de associações de igrejas... tamanho seu envolvimento com a obra e seu desempenho na sede. 
Ele passou a amar aquela obra e fazia tudo com verdadeira paixão. As igrejas em que ele pregava falando de missões, respondiam positivamente nas  campanhas missionárias, porque seu ardor e compromisso com missões, era notório quando ele pregava. Ele vestiu a camisa daquela obra.
Era chamado para dirigir e pregar nas capelas do seminário. Ele foi o monitor da turma, nos quatro anos do curso de teologia. Fizemos o 1º ano todo junto, mas os outros anos, só algumas matérias, pois eu cursava educação religiosa.
Na nossa turma, haviam três casais, dos quais nos tornamos amigos inseparáveis, a ponto de mais tarde formarmos um grupo para evangelizar ajudando a pequenas igrejas. Que isso, estou fuçando mesmo o baú! Nunca mais tinha me lembrado disso...
Lembranças boas... Coisas que dão esperança!
Meu marido foi o 1º da turma a ser ordenado. Foi um dia emocionante!
Parece que estou vendo: os pastores, a família... Nesta época, tínhamos só a nossa primeira filha.
Lembro-me até a roupa que eu e minha filha vestimos e, o terno do meu marido, que fora feito pelo meu tio, irmão mais velho do meu pai, ele era alfaiate, já é falecido.
Até o rosto dos irmãos da igreja... eles estavam visivelmente, alegres por verem sendo ordenado, aquele que tanto estimavam e com quem tinham uma forte comunhão.
Eu vi ali, aquele meu namorado, aquele do começo, que não sabia que tinha uma chamada especial para servir ao Senhor num ministério pastoral, mas sobretudo olhando e ansiando pela obra missionária. Sim, ali estava aquele, que não sabia que tinha um chamado específico para o ministério de cuidar de um rebanho na igreja de Cristo. Sobre quem eu tivera dúvidas ser o homem segundo o coração de Deus para mim, como marido, sendo ordenado, ungido com óleo fresco não pelos homens, mas pelo próprio Espírito Santo. Agora, naquele dia, o da sua ordenação, ele já tinha a convicção, um chamado definido: queria servir o Senhor num campo missionário, porque agora seu coração estava apaixonado pela obra missionária. Eu já não chorava por missões sozinha, até isso passamos a fazer juntos, chorar por missões! Aleluia!
Que dia feliz aquele! Éramos um o coração e a alma do outro.
Todos os sonhos e propósitos de Deus pra mim, que faziam parte do meu tempo de criança, e de adolescente, estavam começando a se concretizar, desde aquele dia....
Que bom que os sonhos de Deus, não morrem jamais. 
Passamos a entender no dia a dia da nossa caminhada, realizando o ministério para o qual Deus nos chamou, que quando Ele nos dá um chamado para uma determinada obra no Seu reino, Ele nos capacita!

Te louvo, Senhor por dias tão especiais que me permitiste viver!

Tenho certeza, que dias muito especiais estão por vir para a glória e honra do nome do Deus Eterno e, para que se cumpra tudo o que Ele disse que ainda faria na minha vida.

Hum, já escrevi bastante por hoje...está na hora de dormir.

Vou indo...


Denise Malafaia Cerqueira



30º Dia


“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”





Era um dia muito especial, todas as vezes , que o nosso grupo, o Grupo Viver saía pra realizar um trabalho.Tínhamos em especial um que chamávamos de: Operação Viver. Normalmente, passávamos o sábado à noite, e o domingo o dia todo, com a igreja que nos convidava...Naquele tempo não havia, ainda, este costume de chamar um grupo que cantava de ministério de louvor, mas aquele era mesmo um grupo que tinha o fato de cantar louvores a Deus, como um ministério. Servíamos de verdade.
Tudo isso aconteceu há mais de 36 anos...
A história que vou narrar, passou-se  numa semana em que o Grupo Viver iria fazer um operação viver numa igreja Batista em Vilar do Telles, na baixada fluminense. Que havia nos convidado, já há algum tempo. Esta programação só era realizada de 3 em 3 meses. Assim, tínhamos tudo agendado com antecedência. Fazíamos tudo com muito cuidado. A oração era uma constante no Viver, naquela época não se tinha a idéia de batalha espiritual, mas nós já estávamos aprendendo alguma coisa sobre isso, pela ação do Espírito. Porque a igreja é dEle, e Deus, tinha nos chamado naquele tempo, para fazer diferença, e foi o que aconteceu, para a Sua glória! Assim, cada operação Viver era uma batalha espiritual, que tínhamos que estar preparados para enfrentar o inimigo que detém os perdidos em suas cadeias.
Naquela semana, uma tragédia havia caído sobre nossa família. Nós já éramos casados, mais ainda não tínhamos completado um ano do nosso casamento.  A primeira filhinha da minha cunhada, que também fazia parte do Grupo Viver, de apenas nove meses, havia falecido e o enterro, havia sido, se não estou enganada, na 5ª ou 6ª feira. Que tristeza, nem preciso dizer, é claro!
 Ela havia contraído sarampo aos oito meses, antes de ser vacinada aos nove, data prevista dentro do calendário de saúde pública, para a vacina, para todos os bebês. Uma criança tão bem cuidada, tão querida e cheia de vida. Havia ficado  internada por um mês mais ou menos. Lá no hospital contraiu um infecção intestinal, o que complicou ainda mais estado dela e, veio a falecer.
Só que não quero, exatamente, relembrar esse fato tão triste, embora faça parte da nossa história. É preciso falar para que eu chegue ao ponto que nos marcou a todos da família e do nosso grupo: “Mas quero trazer à memória aquilo que pode trazer esperança.”
 Esse fato, veio à minha memória enquanto ouvi, uma ministração, que falava sobre o fato de que os que se dizem seguidores de Jesus, não quererem mais pagar o preço para que uma outra pessoa possa conhecer a Jesus, ninguém quer renunciar a si mesmo para que alguém possa viver. Assim como foi com o nosso Senhor Jesus. Querem ser maiores e melhores que Jesus Cristo, de quem Paulo foi fiel discípulo, imitador ao ponto de dizer: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu mais Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo na fé...”
Enquanto ouvia tal ministração e, agora escrevendo neste meu diário, relembrei aqueles dias em que fomos feridos, abriu-se uma ferida no nosso coração pela perda tão trágica e repentina da nossa querida sobrinha.
Ali estávamos nós todos, com uma dor tão grande na alma, que parecia que ela não ia sair mais do nosso coração... Imaginem a minha cunhada! Como seu coração estava dilacerado por aquela dor, que para um ser humano chega a ser insuportável!
O grupo tinha um compromisso para cumprir naquele final da semana, era mais uma Operação Viver, e como faríamos diante de tanta dor  e tristeza?
A minha cunhada nos disse:-  Não, não podemos desmarcar nada. A vida continua depois, muitas pessoas já foram convidadas, para estarem ali ouvindo o recado de Deus. Precisamos cumprir nossa tarefa de glorificar ao Senhor em todas as circunstâncias e de falar de Jesus
. Isso me faz lembrar o rei Davi, que enquanto seu filho estava doente, ele se deu por ele, pranteou, clamou, jejuou, suplicou sua cura, mas quando a morte caiu sobre o corpo do filho ele se levantou do pó, barbeou-se, trocou suas vestes, comeu e foi cumprir suas tarefas de um rei. Assim aconteceu com aquela minha cunhada, que não fez outra coisa o mês inteiro em que a Débora, esteve internada, e de certa forma, todos nós, que vivemos aqueles dias.
Então ficou decidido que iríamos. Ela não deu certeza que ia ou não. Ficou com o endereço caso se sentisse bem para ir. No sábado ela não foi, e achávamos que ela não iria mesmo. Todos nós estávamos ali por amor a Jesus e aos perdidos. Mas havia uma grande tristeza em todos, mas o Espírito, o nosso consolador, estava ali nos confortando e nos animando.
Cumprimos nossa tarefa no sábado, foi uma benção!
 Os irmãos eram sempre muito carinhosos conosco aonde chegávamos, pois viam que não medíamos esforços mesmo diante de tudo que havia acontecido.  A igreja estava em oração incessante por nós. O Grupo estava coeso, juntos numa terna comunhão. Um abençoando o outro. Eu e meu marido, já éramos muito carinhosos um com o outro, e nesses dias muito mais achegados, ainda ficamos, bem como com todo o grupo.
No domingo pela manhã, lá estávamos para dar continuidade à operação. Quando fomos à frente para cantar e pregar, porque a mensagem era por nossa conta, eis que os meus cunhados chegaram ao culto. Fomos surpreendidos! Nós não nos contínhamos de alegria. A igreja não os conhecia, mas o líder do grupo que era um outro irmão do meu esposo, notificou a chegada dos dois. A igreja toda chorava...era uma alegria inexplicável, contagiante que se misturava no coração de todos ali presentes, Foi muito forte e impactante aquilo que estávamos testemunhando.
Minha cunhada tomou o seu lugar junto a nós na frente e agora completos, abrimos nossa boca cheia de força como sempre fazíamos antes de começarmos a cantar, para declarar aquele que também era o nosso versículo base: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim.” E, foi bem num dia assim, que aquelas palavras de Paulo, tiveram a conotação exata do que elas significavam. Naquela manhã o Espírito passeou entre nós...
À tarde, tivemos experiências tremendas, “enquanto saíamos andando e chorando, trouxemos sem dúvidas os nossos molhos.” Nosso trabalho sempre era muito marcante por onde passávamos, pois éramos um grupo de jovens comprometidos com o evangelho de Jesus Cristo. Foi uma tarde inesquecível! Vidas foram tocadas na visitação de casa em casa do bairro, onde estávamos. À noite, colhemos os frutos de todo aquele trabalho. O templo estava super lotado.
Tínhamos o costume de dar uma mensagem antes de cada música cantada, o que hoje se chama ministração. A maioria de nós, ministrávamos, vamos dizer assim. Na hora da mensagem, entre os escolhidos para dar a palavra, estava a minha cunhada, que na verdade, pediu para dar uma palavra. E ela compartilhou com os que ali estavam a sua triste experiência da semana e o poder de Deus em sua vida.
Muitos foram à frente confessando e se entregando a Jesus Cristo como salvador e Senhor de suas vidas. Se eu não estiver esquecida, porque era eu quem ficava responsável de manter os registros dos nomes e enviar correspondência aos que se convertiam, foram mais de dez (10) decisões: entre eles um ateu, que desafiou a Deus e aos componentes do nosso  grupo, que disse que só se Deus existisse mesmo ele iria a uma igreja evangélica, quando estiveram na sua casa à tarde, ele teria que ser arrastado por Deus e, então, segundo ele só podia ser Deus quem o havia levou até àquele lugar; endemoniados foram libertos, viciados, esposos, esposas, filhos de crentes iam à frente recebendo a Jesus. Crentes afastados tomaram a decisão de voltarem pra igreja, foram reconciliados...
 Em tudo isso se cumpriu a escritura que diz: “Se o grão de trigo caindo na terra, não morrer, fica ele só; Mas se morrer, produz muito fruto.” Havíamos morrido para nós mesmos naqueles dias...
Estávamos ali, pelo menos seis pessoas da mesma família, que havia passado por aquela enorme dor, inclusive a mãe, que perdera sua única filhinha aos nove meses de vida e a sobrinha tão amada, na verdade todos ali, os outros quatorze (14) membros daquele grupo... Tínhamos sido feridos, despedaçados, caímos no chão com aquela dor, sim fomos lançados ao chão. Houve um fardo de tristeza, que parecia nos esmagar, foi uma dor tão forte... mas não ficamos ali como coitadinhos, não ficamos em casa curtindo aquela dor, mas fomos até aonde era preciso levar vida, porque afinal de contas, nós tínhamos a mensagem que trás vida em meio a morte.
Pelo Espírito, fomos sustentados, naqueles dias, e principalmente naquela igreja. Fomos ao chão, mas tomamos a condição de semente, que é lançada na terra e para que ela germinasse, era preciso morrer, para que pudesse frutificar em quantidade.
Foi o que,  pela infinita sabedoria, misericórdia e graça de Deus aconteceu.
 Ao morrermos pra nós mesmos, Cristo pode nascer em vários corações naquele lugar, aleluia!
Voltamos para casa cheios da plenitude do Espírito Santo, que operou maravilhas entre nós.
Como fomos enriquecidos, e nos sentimos realizados por termos cumprido nossa missão de, morrer!
Eu e meu marido vimos muitas e muitas coisas assim acontecerem na nossa vida. Coisas sobrenaturais porque Deus é assim, sobrenatural, por isso Ele é Deus.
Como Ele é bom para conosco!

Então foi mais um dia do diário...boa noite!



Denise Malafaia Cerqueira


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31º Dia

“Quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança.”

  E por falar em Grupo Viver...
Vi uma foto antiga do grupo se apresentando na nossa igreja no primeiro aniversário e achei o máximo!
Eu e o meu marido. Estamos na mesma linha... uma loirinha da frente do grupo e o moreninho na minha direção, atrás, deu pra ver? Ah, que pena não dá para vocês verem, só eu estou vendo!
Como éramos lindinhos... A juventude tem uma beleza tão cheia de frescor, né, gente?
Esse dia, como falei, foi o nosso 1º aniversário do Grupo Viver. E quando tínhamos uma programação como esta, não só como esta, mas todas na verdade, eram levadas muito a sério. Nós éramos um grupo de vida de oração. Nosso lema era: consagração e evangelismo. Os nossos ensaios eram verdadeiros cultos a Deus. Quantas vezes deixávamos de ensaiar um música, porque  o pessoal da direção entendia que estávamos precisando de orar e de um momento de quebrantamento, de perdão...
Para alguém fazer parte desse grupo, tinha que passar por um período de experiência. Era fundamental que estivesse integrado em tudo da igreja: EBD, principalmente; participar dos cultos, nada de sair depois que o grupo se apresentasse e ficar do lado de fora do templo... porque a ideia que se tem é que é só cantar bem e está tudo bem. Não para o Viver.
Era preciso dar bom testemunho em todo o lugar, estudar a bíblia, ter vida de oração, de submissão a liderança.
Quando vejo o ministério Diante do Trono, me recordo do nosso, que naquele tempo, tinha um ministério muito especial, também. Quantas vidas influenciamos! Só que naquela época, não se usava esse termo, ministério. Eram poucos os conjuntos evangélicos, era a nomenclatura que se usava, que tinham essa visão. Aliás, fomos o primeiro conjunto a ser chamado de grupo, pelo menos dos que conhecíamos! No Rio de Janeiro não havia nenhum com essa nomenclatura: Grupo. Nossa intenção era que fossemos um grupo coeso, mas nunca com a ideia de grupinho, dentro da igreja. Quase todos pertencíamos a mesma igreja, no começo foi assim, mas depois outros de outras igrejas fizeram parte também, Os critérios eram os mesmos para todos que entravam no Viver.
Cantávamos e pregávamos nos templos, mas também, em presídios, hospitais, favelas, feiras livres, praças, ginásios, etc. Amávamos a obra de evangelizar e ai, nossa meta era ir aonde o povo estava perdido sem Cristo, precisando conhecer este evangelho que salva.
Lembro-me de que grávida não perdia uma saída do grupo, a não ser que estivesse passando mal, o que não era comum. Em dias de ter o bebê, eu e minhas cunhadas, que parecíamos até que combinávamos de ficar grávidas na mesma época, participávamos de cada programação do grupo até os últimos dias. Éramos incansáveis!
Depois que nossos filhos nasciam, eu e minhas cunhadas, continuávamos com todo o pique, nada nos parava e o Viver ia cada vez mais dando frutos e marcando vidas.
Onde íamos lá estavam nossos filhotinhos, sempre conosco e os familiares e os irmãos da igreja iam com a gente para ajudar a tomar conta deles.
Era visível a todos que Deus estava naquela obra e que ela não podia parar.
Sempre observei que quando estamos bem com Deus, estamos bem nos relacionamentos. Principalmente no casamento. A comunhão com Deus trás a comunhão perfeita nos relacionamentos, com certeza. Trás aquilo que Deus promete na sua palavra pela boca do salmista: a benção da vida para sempre!
Assim cada dia mais e mais o nosso casamento se fortalecia no Senhor.

Bem, esta semana quero ver se escrevo todos os dias, na verdade, transcrever. Porque só estou ajeitando algumas coisas que já estavam escritas há muito tempo.... mas tudo bem. 
Então é só por hoje, boa noite e apaguem a luz quando vocês saírem!
Ah, vocês que entraram aqui só agora nesses últimos dias, e não acompanharam este diário desde o começo, não conhecem ainda a brincadeira que compartilhei nas primeiras postagens, né? A brincadeira do TUM...se quiserem conhecer, precisam ir até a página do diário que está lá em cima e clicarem nesse link para lerem o diário deste o 1º dia e, ai vão conhecer a tal brincadeira do TUM e vão entender porque estou pedido para apagarem a luz...

Bjs, minha gente!



Denise Malafaia Cerqueira
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32º Dia

"Quero trazer a memória aquilo que pode me dar esperança."
Sabe quando as pessoas passam por tragédias naturais e, literalmente, o teto desaba, ou o chão abre uma cratera, como quando um terremoto acontece?
Assim, muitas vezes vem na vida das pessoas, mesmo sem que um incidente da natureza aconteça, não é mesmo?
Foi exatamente, isso que veio um dia sobre a minha vida...
Lembro-me daquele dia, como se fosse hoje... em que tudo começou a ruir, só muitos anos depois foi que vim perceber o que tinha acontecido...
Salomão disse certa vez que: “ Quem abre uma cova nela cairá, e quem rompe um muro, mordê-lo-á uma cobra.” Foi exatamente isso que ocorreu...
Meu marido chegou em casa dizendo que não me amava mais...e meu mundo caiu... eu estava grávida  de um mês do meu filho...imagine, como foi esse dia pra mim...!
 Logo o nosso único filho! É claro que nada disso influenciou no meu amor por esse lindo, inteligente e precioso filho!
Eu já contei como foi especial o dia em que ele nasceu...
 Eu tinha ainda vinte e seis anos apenas, sem muita experiência  na área  de batalha espiritual. Até porque naquela época, há 32 anos atrás, nada se falava sobre batalha espiritual. Eu não sabia que ali, naquele dia estava começando a se travar uma tremenda guerra espiritual... e eu não sabia nada sobre isso... 
O que aconteceu?
Eu nem sabia que podia ter uma outra mulher na jogada... pensava que era só uma crise...uma coisa de momento... eu era muito ingênua. Nunca via maldade nas pessoas, nas coisas...
 Os dias se passaram e, agora eu sei que não tratamos, aquele caso, segundo a palavra de Deus. Naqueles dias, o que estava entrando no meu casamento era um demônio e que foi tratado como se fosse algo comum, segundo alguns “entendidos”, uma crise no casamento, que costumam chamar de: síndrome dos 6 anos... Mas, nada mais era tudo aquilo do que, uma cova aberta, um muro rompido e uma mordida de cobra...
Vocês perceberam que há aqui muitas reticências?
Estas lembranças me levaram a ficar cheia de reticências...
Outros dias melhores vieram...dias de recomeço.  Tudo então parecia que estava bem...
Voltamos a viver  como um casal de verdade, até porque parecia mesmo que havia sido apenas uma “crise dos seis anos”.
Fomos paro o campo missionário. Lá tivemos mais a nossa filha caçula. Fizemos grandes trabalhos. Viajamos muito. Nos amamos muito. Tínhamos uma grande amizade. Tudo voltou ao normal., podemos afirmar. Todos nos viam como um casal modelo. Quem tem acompanhado este diário, pode ver como nós éramos...
O que fizemos, como tratamos aquele episódio? Com bons livros de auto ajuda; dando palestras  para casais; cuidando de outros casais; fazendo encontros de casais que naquela época ainda não eram tão rebuscados como os de hoje; fazendo a renovação de votos matrimoniais para os outros e para nós...
Eu cuidava sempre com  dedicação de tudo: do meu marido, dos meus filhos, da casa, de mim mesma. Fazia coisas gostosas na cozinha; economizava; acordava sempre disposta, o contrário só de tivesse doente; estava sempre sorrindo, até mesmo se houvesse dor; sempre estava com os cabelos bem penteados; sem gordura na roupa; sempre cheirosa, de batom...Estava sempre pronta para sair com meu marido, mesmo quando meus filhos eram pequenos. Participava ativamente dos trabalhos da igreja. Quando meu marido viajava eu cuidava de tudo sozinha, inclusive pregando nos cultos, cuidando das ovelhas.  
Hum, você pode estar pensando... mas e na hora do romance, do namoro! Na altura do campeonato você já estava muito cansada...Nada disso. Nem uma dor de cabeça, nenhum cansaço era suficiente para me parar nessa hora também. Lá estava eu, cumprindo com prazer mais esta tarefa...
Ainda tinha tempo para brincar com meus filhos. Inventar coisas para fazer... Passear, ver filmes... Conversar até tarde com amigos, com os irmãos da igreja... E orar e estudar a Bíblia, você pode se perguntar, que horas sobravam para fazer isso? Podem acreditar, eu ainda tinha tempo e vontade de fazer a minha parte devocional sozinha e com toda a família...Não, eu nunca fiz, ou me achei uma super mulher, não. Nada disso era fingimento ou enorme esforço para agradar meu marido.  Isso não quer dizer que eu não tinha defeito, como tinha...Eu, simplesmente tomava posse da palavra de Deus, de que nEle eu seria plena.
Parecia que tudo estava perfeito...
Só que não tratamos aquele episódio, lá nos seis anos como deveria, como uma guerra espiritual e não uma crise de um determinado tempo no casamento...
Até que um dia...tudo aconteceu em maior proporção, só porque o que fizemos lá atrás, fora tratado com remédio do tipo, paliativo...
Tenho aprendido que estamos envolvidos em meio a sofismas, no meio da igreja. Algo que tem cara de verdade, fala de verdade, veste de verdade, anda de verdade, mas não é a verdade... Logo, é sofisma.  “Nossas armas são poderosas em Deus para anular todo o sofisma”, mas temos que usar as armas certas. Então o que fazemos? Usamos as armas que erradas, que são humanas, justamente as paliativas. Acomodamo-nos a estas armas, que parecem mais cômodas. É a voz da “experiência”, dizem. Exigem menos, parece. Só que o resultado é igual,  tem o mesmo efeito da arma usada, o de paliativo.
Nunca tinha parado para pensar sobre tudo isso... Até que fui aprendendo a pensar conforme a palavra da verdade, mas levou tempo...
Para dizer a verdade, ainda estou em fase de aprendizagem...
E dá-lhe reticências... 
Ih, a história é grande!
Boa noite, continuo depois...

Denise Malafaia Cerqueira
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